Viúvo de Erlan Bastos detalha os últimos dias do jornalista e desmente rumores sobre a saúde dele; assista

O apresentador faleceu no último sábado (17), em decorrência de uma tuberculose peritoneal

Marciel Neto, viúvo do jornalista Erlan Bastos, publicou nesta quarta-feira (21) um vídeo nas redes sociais comentando a morte do companheiro. No desabafo, ele falou sobre os últimos dias de Erlan, esclareceu informações que circularam online e abordou o atendimento médico recebido.

Nesta quarta-feira (21), Marciel Neto fez um desabafo sobre a morte do jornalista Erlan Bastos. Viúvo de Erlan, ele publicou um vídeo no qual detalha os últimos momentos de vida do companheiro e esclarece informações que passaram a circular nas redes sociais.

Bastos veio a óbito no sábado (17), em decorrência de uma tuberculose peritoneal. “Primeiro quero agradecer todo mundo. O apoio dos fãs, dos admiradores, dos amigos do Erlan, e todas as mensagens que recebi… O Erlan construiu a carreira dele aqui no Piauí, em Fortaleza, estávamos construindo em Macapá agora, e esses estados abraçaram ele de maneira linda”, começou Marciel, em um vídeo publicado no Instagram.

Marciel, que também é jornalista e trabalha no portal que era comandado por Erlan, afirmou que decidiu se manifestar após a circulação de informações que, segundo ele, são “equivocadas”: “Eu quero esclarecer algumas informações inverídicas, equivocadas que circularam na internet. Toda essa história serve como um alerta, para as pessoas cuidarem mais da saúde delas. Em determinados momentos dessa nossa trajetória por hospitais, diziam que o problema do Erlan não era de agora e muito provavelmente ele sentia alguma coisa, mas não falava”.  

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Marciel Neto e Erlan Bastos. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Marciel também abordou as dificuldades enfrentadas no atendimento médico, e negou que Erlan não tivesse acesso a planos de saúde ou a consultas particulares: “Também deixar claro as próprias deficiências do nosso sistema de saúde. O Erlan não cuidava bem da saúde dele, fato. Mas também teve muita negligencia do sistema de saúde. Nós fomos para o Macapá no começo de dezembro e lá pro dia 15, 16, foi quando começou toda a preocupação, os alertas de saúde, que levaram a gente a procurar ajuda nos hospitais. Muitas dessas entradas prescreviam apenas remédios para ele tomar e voltava pra casa. Muitas pessoas também comentaram que ele não tinha plano de saúde, que não pagava consultas particulares… Não, nós fomos em hospitais particulares lá no Macapá, em Teresina”.

De acordo com o relato, antes do diagnóstico definitivo, houve suspeita de câncer. Exames chegaram a ser realizados, mas não apresentaram avanços conclusivos, o que levou o casal a buscar atendimento em Teresina.

“Saímos do Macapá com suspeita de câncer, fizemos exames, mas não andava… Era tudo muito precário. Fomos pra Teresina pra tentar uma melhoria, depois de algumas entradas em hospitais, tanto particulares como públicos, conseguimos transferência e nesse hospital uma médica suspeitou que pudesse ser tuberculose… Ele fez exames, tratamento pra tuberculose, foi pra isolamento, ele estava reagindo bem ao tratamento, se alimentando”, completou.

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Apesar da resposta inicial ao tratamento, o quadro de Erlan se agravou na sexta-feira (16), um dia antes do óbito. Segundo Marciel, os médicos identificaram grande acúmulo de líquido nos pulmões e indicaram a transferência para o CTI. Horas depois, foi necessária a intubação.

“Na sexta-feira foi quando tudo desandou. Os médicos sugeriram que ele fosse para o CTI, porque ele estava com muita água no pulmão, e tinham que fazer uma drenagem. Ele estava relutante para ir, mas aceitou… Voltei pra casa porque não podia ficar no CTI, quando foi por volta das 2h da madrugada, me ligaram para que eu fosse para lá, para autorizar que eles [realizassem a intubação]. Eu liguei para a minha sogra, porque não cabe 100% a mim decidir isso, ela concordou e autorizamos. Voltei pra casa, depois de umas 2h me ligaram novamente para comunicar da fatalidade”, lamentou.

O jornalista faleceu aos 32 anos. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Erlan Bastos estava à frente do programa “Bora Amapá”, exibido pela NCTV, afiliada da Band. A passagem do jornalista pela emissora, no entanto, foi curta: ele havia estreado no projeto há cerca de um mês e precisou se afastar após enfrentar complicações de saúde. Segundo a colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, Erlan passou mal durante o programa e chegou a receber atendimento médico quatro vezes na UPA.

O companheiro de Bastos explicou que o portal comandado por ele, o “Em Off”, irá continuar. “Apesar disso, é uma dor que não tem como descrever, o Erlan tinha um amor acima de muitas coisas, que era o Em Off. Era a alma dele. Acompanhei desde o início, da criação e vi o quanto ele batalhou… E o ‘Em Off’ vai continuar”, finalizou.

Assista ao relato completo:

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