Caminhão

46 pessoas são encontradas mortas em caminhão nos Estados Unidos; autoridades apontam hipótese

A principal suspeita é que as vitimas estariam tentando entrar no país de maneira ilegal

Nesta segunda-feira (27), foi encontrada uma carreta com 46 pessoas mortas empilhadas em seu baú. O caminhão estava nos arredores da cidade de San Antonio, no Texas, Estados Unidos. De acordo com o The New York Times, a principal hipótese das autoridades é que as vítimas eram imigrantes que tentavam entrar no país de maneira ilegal.

Apesar do governador do estado, Greg Abbott, ter afirmado inicialmente que se tratavam de 42 corpos, o corpo de bombeiros local informou que são, na verdade, 46. Ainda segundo as autoridades, não há crianças entre as vítimas fatais. Além dos mortos, 16 pessoas foram encontradas com vida – entre elas, 4 menores de idade – e levadas ao hospital. Segundo o New York Times, elas apresentavam sinais de insolação e desidratação. O Texas enfrenta atualmente uma onda de calor que vem batendo recordes na região, atingindo mais de 40°C.

Informações preliminares ainda dão conta que dois dos sobreviventes seriam guatemaltecos, mas não há mais detalhes sobre as nacionalidades dos outros que estavam no caminhão. O governo de Honduras também está investigando se alguma das pessoas achadas era do país. No México, o ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, comunicou que o cônsul mexicano nos Estados Unidos está indo para o local em que o veículo foi encontrado.

William McManus, chefe do Departamento de Polícia de San Antonio, informou que três pessoas já foram presas. No início da manhã desta terça-feira (28), os policiais ainda procuravam pelo motorista do caminhão. O homem abandonou o veículo pouco tempo antes dele ser achado por uma pessoa que passava pelo local. A testemunha “ouviu um pedido de ajuda e foi até lá para investigar“. O automóvel estava em uma área remota próxima aos trilhos de trem da cidade, na região de Southwest Side.

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Agora, o Departamento de Segurança Interna dos EUA assume a investigação. O órgão comunica que está “trabalhando com autoridades locais, federais e estaduais para investigar as mortes dos imigrantes“.