Alunos de Idaho: Mulher afirma que deu ‘match’ com assassino em aplicativo, mas cortou relações após perguntas perturbadoras

Bryan Christopher Kohberger foi preso em dezembro de 2022 após quatro estudantes da Universidade de Idaho

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Uma mulher procurou a polícia meses depois do assassinato de quatro estudantes da Universidade de Idaho, para relatar que havia conhecido Bryan Kohberger em um aplicativo de namoro antes do crime. O depoimento dela foi anexado a um relatório do Departamento de Polícia de Moscou, divulgado após a condenação de Kohberger, que recebeu quatro sentenças de prisão perpétua.

Segundo a usuária, que não teve seu nome revelado, ela deu match com Kohberger no Tinder entre setembro e outubro de 2022, quando ele se apresentou como estudante de criminologia da Universidade Estadual de Washington. De acordo com o relatório, a mulher disse que os dois chegaram a falar sobre marcar um encontro nas férias de Natal, período em que ele viajou para a casa dos pais, na Pensilvânia, onde acabou preso.

O relato indica que, durante a conversa pelo aplicativo, eles trocaram mensagens sobre um assassinato ocorrido na cidade dela e sobre filmes de terror. O chefe de polícia Brett Payne registrou no relatório: “Em resposta a isso, [a mulher] disse que Kohberger perguntou qual ela achava que seria a pior maneira de morrer”. Ainda segundo Payne, a resposta foi “com uma faca”, e Kohberger insistiu: “como um Ka Bar?”. A mulher afirmou que não sabia o que era e pesquisou na internet. Mais tarde, os promotores confirmaram que o assassino comprou uma faca Ka-Bar, além de uma bainha e um amolador, em março de 2022, e que uma bainha contendo seu DNA foi encontrada na cena do crime.

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Bryan Kohberger matou quatro estudantes mortos em Idaho, nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação/Monroe Co. Correctional Facility)

Ela declarou ao detetive que decidiu cortar contato porque “as perguntas dele a deixavam desconfortável”. Somente após a prisão de Kohberger, a mulher reconheceu a foto na televisão e se lembrou da conversa, especialmente da menção à Ka-Bar.

A denúncia foi feita em março de 2023 por telefone, mas Payne explicou que não conseguiu confirmar o relato, já que a mulher não tinha mais acesso à conta nem ao identificador do perfil. Em outro relatório, ele detalhou que buscou informações diretamente com o Tinder, mas não encontrou registros vinculados aos dados fornecidos. “Neste momento, não há indícios de que existam registros que sustentem a denúncia [da mulher] nos registros do Tinder. Se mais informações ou novos identificadores forem encontrados, solicitarei um mandado de busca para as contas do Tinder”, escreveu.

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Relembre o caso

Bryan Kohberger foi preso em 30 de dezembro do ano passado, acusado de matar a facadas Kaylee Gonçalves, de 21 anos, Ethan Chapin, de 20, Xana Kernodle, também de 20, e Madison Mogen, de 21. O crime ocorreu em 13 de novembro. No dia, a polícia recebeu um chamado envolvendo um “indivíduo inconsciente”.

Todas as vítimas eram alunas da Universidade de Idaho, e estavam numa casa em uma vizinhança próxima da caixa d’água estampada com o logo da instituição. Segundo o The New York Times, a cidade, que tem cerca de 25 mil habitantes, não registrava um assassinato desde 2015.

À Fox News, um policial revelou o cenário assustador que foi encontrado na residência em que o crime aconteceu. O sangue das vítimas chegou a descer pela parede, pingando do quarto do primeiro andar. Foi possível ver o líquido escorrendo até mesmo do lado de fora da casa, na parte dos fundos. “Foi uma cena muito sangrenta no lado de dentro”, afirmou o agente. (Alerta: imagens fortes!). Veja as fotos, clicando aqui.

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Os quatro amigos foram encontrados mortos em cena de crime brutal, numa casa próxima ao campus. (Fotos: Reprodução)

Horas antes do assassinato brutal, o casal Ethan e Xana estava numa festa no campus, enquanto Kaylee e Madison foram até um bar no centro da cidade. As duas meninas, inclusive, foram registradas pelas câmeras de segurança. Todos eles voltaram para a casa após 1h45 da manhã.

Kohberger será poupado da pena de morte, mas foi condenado a quatro penas perpétuas consecutivas pelas acusações de homicídio e à pena máxima de 10 anos pela acusação de roubo.

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