Alunos de Idaho: Perícia revela pesquisas pornográficas perturbadoras feitas pelo autor do crime antes dos assassinatos

Os profissionais ainda contaram que o criminoso tentou apagar as pesquisas

Peritos forenses digitais afirmaram que Bryan Kohberger, acusado de matar quatro estudantes da Universidade de Idaho, fez pesquisas inquietantes na internet antes do crime, segundo o Daily Mail. O histórico incluía termos ligados a abuso sexual de mulheres enquanto dormiam, como “estuprada”, “forçada”, “dormindo”, “desmaiada” e “voyeur”. Embora ele não tenha cometido abuso sexual contra as vítimas, o pai de Kayla Goncalves acredita que o crime foi motivado por “fetiches sexuais estranhos”. Há também a hipótese de que seus planos tenham mudado ao ser surpreendido durante o ataque.

Especialistas forenses digitais revelaram em depoimento que Bryan Kohberger, responsável pelo assassinato de quatro estudantes da Universidade de Idaho, fez buscas perturbadoras na internet antes do crime. Segundo informações divulgadas pelo The Daily Mail nesta sexta-feira (15), o criminoso pesquisou sobre mulheres que foram estupradas e abusadas sexualmente enquanto dormiam.

O histórico de buscas de Kohberger incluía termos como “estuprada”, “forçada”, “dormindo”, “desmaiada” e “voyeur”, de acordo com Heather e Jared Barnhart. Os dois profissionais foram contratados em 2023 para ajudar a investigar o criminoso. “A maneira mais fácil de dizer isso é que todos os seus mandatos foram consistentemente em torno de atos sexuais não consensuais”disse Barnhart à publicação. 

Apesar do autor do crime não ter abusado sexualmente de nenhuma das vítimas, o pai de Kayla Goncalves alegou que os assassinatos foram motivados pelos “fetiches sexuais estranhos” de Kohberger. Outros especularam que os planos  do criminoso foram forçados a mudar quando ele foi inesperadamente confrontado.

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Bryan Kohberger é suspeito da morte dos quatro estudantes mortos em Idaho, nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação/Monroe Co. Correctional Facility)

Os especialistas apontaram que Kohberger tentou apagar o histórico de pesquisas de seus dispositivos e até mesmo usou um software de apagamento de dados em seu computador três dias após os assassinatos. Segundo Heather, embora não houvesse registro do histórico de pesquisa, os termos foram encontrados nos dados de preenchimento automático em seus mecanismos de busca.

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“Ele fez o possível para não deixar rastro digital algum. Ele não queria nenhuma pista forense digital disponível”, afirmou a profissional. Também foi achado um PDF sobre outro assassino em série e estuprador, Danny Rolling. Ele ficou conhecido como o “Estrupador de Gainesville” após assassinar estudantes da Universidade da Flórida décadas atrás. 

Dylan Mortensen, Kaylee Gonçalves, Madison Mogen, Ethan Chapin, Kernodle e Bethany Funke. (Foto: Arquivo pessoal)

O caso de Rolling chegou a servir de inspiração para o clássico de terror “O Grito”. Além das similaridades entre os dois crimes, os especialistas encontraram “selfies assustadoras” de Kohberger posando sem camisa e flexionando os músculos no celular dele.

Relembre o caso

Bryan Kohberger foi preso em 30 de dezembro de 2022, acusado de matar a facadas Kaylee Goncalves, Madison Mogen, Xana Kernodle e Ethan Chapin. O crime ocorreu em 13 de novembro do mesmo ano. No dia, a polícia recebeu um chamado envolvendo um “indivíduo inconsciente”.

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Todas as vítimas eram alunas da Universidade de Idaho, e estavam numa casa em uma vizinhança próxima da caixa d’água estampada com o logo da instituição. Segundo o The New York Times, a cidade, que tem cerca de 25 mil habitantes, não registrava um assassinato desde 2015.

Horas antes do assassinato brutal, o casal Ethan e Xana estava numa festa no campus, enquanto Kaylee e Madison foram até um bar no centro da cidade. As duas meninas, inclusive, foram registradas pelas câmeras de segurança. Todos eles voltaram para a casa após 1h45 da manhã.

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