A polícia revelou que Bryan Kohberger, responsável pelo assassinato de quatro estudantes da Universidade de Idaho, realizou duas ligações após cometer o crime. Segundo informações obtidas pela People, o ex-estudante ligou para sua mãe e para seu pai menos de duas horas depois do delito.
A informação foi divulgada por Heather Barnhart, especialista em perícia forense digital que liderou a equipe encarregada de examinar o telefone e o computador de Bryan. O autor do crime realizou uma chamada para a mãe, Maryann Kohberger, às 6h17 da manhã do dia 13 de novembro de 2022, logo após chegar à casa onde morava na Universidade Estadual de Washington.
Bryan havia tentado ligar para a mãe pela primeira vez às 6h13, mas, como ela não atendeu, ele ligou para o pai, Michael Kohberger, às 6h14. Segundo os registros do aparelho, “ele mandava incessantemente mensagens de texto”: “Pai, por que a mãe não respondeu? Por que ela não atende o telefone?’”. No dia dos assassinatos, Maryann atendeu a chamada e conversou com o filho por 36 minutos.
Após desligarem a primeira ligação, Bryan chamou o número da mãe uma segunda vez. “Então, às 8h03, houve outra ligação para a ‘Mãe’, que durou 54 minutos”, contou Heather. Ele também passou nove minutos no telefone com ela às 9h, ligando novamente alguns minutos após a conversa anterior. Os dois se falaram por dois minutos às 16h05 e, às 17h53, tiveram a última chamada, que durou 96 minutos. Ao todo, ambos conversaram por telefone por mais de três horas ao longo do dia.
Segundo Heather, não havia mensagens de texto para pessoas de fora da família. “Houve um bate-papo em grupo, mas eram todas conversas inofensivas”, contou. Bryan ainda desligou o celular entre 2h54 e 4h48, com o provável intuito de se proteger enquanto cometia os assassinatos.

Relembre o caso
Bryan Kohberger foi preso em 30 de dezembro de 2022, acusado de matar a facadas Kaylee Goncalves, Madison Mogen, Xana Kernodle e Ethan Chapin. O crime ocorreu em 13 de novembro do mesmo ano. No dia, a polícia recebeu um chamado envolvendo um “indivíduo inconsciente”.
Todas as vítimas eram alunas da Universidade de Idaho, e estavam numa casa em uma vizinhança próxima da caixa d’água estampada com o logo da instituição. Segundo o The New York Times, a cidade, que tem cerca de 25 mil habitantes, não registrava um assassinato desde 2015.
Horas antes do assassinato brutal, o casal Ethan e Xana estava numa festa no campus, enquanto Kaylee e Madison foram até um bar no centro da cidade. As duas meninas, inclusive, foram registradas pelas câmeras de segurança. Todos eles voltaram para a casa após 1h45 da manhã.
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