Brasileira que caiu em trilha de vulcão é vista imóvel a 500m de profundidade, diz parque

Segundo post nas redes sociais, Juliana Marins foi avistada com o uso de drones

O Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, informou que os socorristas conseguiram avistar Juliana Marins através de imagens feitas por um drone. A brasileira espera por ajuda desde sexta-feira (20), quando escorregou e caiu durante uma trilha pelo vulcão. Segundo publicação nas redes sociais, ela está “presa a 500m de profundidade, sem sinais de movimento”.

A informação foi dada nesta segunda-feira (23), por volta das 8h20, pelo horário de Brasília. Juliana ainda não foi resgatada. “Às 6h30 [do horário local], a vítima foi avistada com o uso de drone, presa em um paredão rochoso, a aproximadamente 500m de profundidade, aparentemente sem sinais de movimento“, declarou.

Segundo o comunicado, dois socorristas foram enviados para tentar alcançar o local onde está a brasileira e avaliar a instalação de um segundo ponto de ancoragem a cerca de 350m. “No entanto, após a inspeção, foram identificados dois grandes desníveis que impedem a instalação do equipamento. A equipe de resgate precisará escalar para conseguir chegar até a vítima“, informou.

O parque destacou que o terreno é “extremamente difícil” e que as condições climáticas seguem “instáveis”. “A equipe enfrentou terrenos extremos e condições climáticas dinâmicas, com neblina espessa que reduzia a visibilidade e aumentava o risco. Por motivos de segurança, a equipe de resgate foi recolhida para uma posição segura“, explicou.

Juliana Marins espera por ajuda há três dias, na Indonésia. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Ainda de acordo com a publicação, uma reunião online com as autoridades indonésias foi realizada para considerar o uso de um helicóptero no resgate. “Considerando o período crítico de 72 horas para resgates em áreas selvagens“, informou. Um vídeo da equipe de busca no local também foi compartilhado na rede social.

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Nesta manhã (23), a família de brasileira tinha dito que as buscas haviam sido novamente interrompidas e que não havia outras informações sobre o estado de saúde da jovem. “Confirmamos informações que dois alpinistas bem experientes da região estão indo ao encontro do local do acidente de Juliana. Não temos a informação se eles conseguirão dar continuidade ao resgate durante a noite, mas sabemos que há um bom reforço com equipamentos específicos para acompanhar a equipe que já está no local“, declarou nas redes sociais.

Assista:

O resgate já havia sido suspenso neste domingo (22), por causa das condições climáticas adversas. Mariana Marins, irmã de Juliana, também desmentiu as informações divulgadas pelas autoridades indonésias e pela Embaixada do Brasil em Jacarta, de que a jovem teria recebido comida, água e agasalho após escorregar pela montanha.

Recebemos com muita preocupação e apreensão, que não é verdadeira a informação de que a equipe de resgate levou comida, água e agasalho para a Juliana. A informação que temos é de que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade“, afirmou. Ela também denunciou que vídeos divulgados como sendo do salvamento foram forjados.

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Juliana Marins, de 26 anos, foi vista pela última vez por volta das 17h30, pelo horário local, deste sábado (21), em imagens feitas por turistas com o auxílio de um drone. De acordo com a família, essas imagens dela caída na trilha são reais. Ela fazia uma trilha com o apoio de uma empresa de turismo quando sofreu uma queda de aproximadamente 300 metros.

Juliana Marins e o grupo de turistas que também fazia a trilha. (Foto: Reprodução/Instagram)

Em outra postagem, Mariana detalhou a queda da irmã na trilha. Segundo ela, Juliana saiu com um grupo de 5 pessoas e um guia local. O grupo já estava em seu 2º dia de trilha, quando a brasileira disse que estava cansada para continuar. “O guia falou: ‘então descansa’ e seguiu viagem. A gente tinha recebido a informação que o guia tinha ficado com ela, que ela tinha tropeçado e caído. Não foi isso que aconteceu. O guia só seguiu viagem para chegar até o cume. A gente só tem essas informações de mídia local. Juliana ficou desesperada porque ninguém mais voltou e caiu. Abandonaram Juliana“, lamentou.

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