Simon Leviev, conhecido pelo documentário “Golpista do Tinder”, da Netflix, foi preso nesta segunda-feira (15). De acordo com informações divulgadas pela BBC, ele foi detido a pedido da Interpol ao chegar ao aeroporto de Batumi, na Geórgia. O comunicado foi feito pelo Ministério do Interior do país.
Até o momento, as autoridades não informaram o motivo da prisão. No entanto, o longa apontou que Simon Leviev, cujo nome verdadeiro é Shimon Yehuda Hayut, esteve envolvido em crimes financeiros que somam cerca de US$ 10 milhões (mais de R$ 53 milhões na cotação atual).
A produção trouxe os relatos das vítimas e mostrou como o israelense teria seduzido mulheres e inventado diversas histórias para conseguir dinheiro delas.

No aplicativo de namoro, ele se passava por um magnata e se intitulava o “Príncipe dos Diamantes”. Com viagens luxuosas, festas e presentes caros, conquistava a confiança das vítimas e, posteriormente, criava situações para convencê-las a transferir altas quantias para sua conta. Uma das técnicas era afirmar que estava sendo perseguido por seus “inimigos” e, por isso, não poderia usar seu cartão de crédito.
Shimon chegou a ser preso em Israel em 2019 e foi condenado a um ano e três meses de prisão pelo crime de fraude. Contudo, o golpista do Tinder deixou a prisão após cumprir apenas 5 meses. Com a repercussão do documentário, o falso “Simon Leviev” foi expulso do Tinder e também banido de outros aplicativos de relacionamento.
Em uma entrevista de 2022, ele negou os crimes e deu sua versão da história. “Eu não sou uma fraude e não sou um fake. As pessoas não me conhecem — então, elas não podem me julgar”, argumentou.
Em outro trecho, o israelense também alegou que as histórias do filme não seriam reais: “Eles apresentam como um documentário, mas, na verdade, é um filme completamente inventado”.
Segundo o site israelense Ynet, o advogado de Shimon disse aos repórteres que ele estava “viajando livremente pelo mundo”. “Falei com ele esta manhã, depois que foi detido, mas ainda não entendemos o motivo”, declarou após a prisão.
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