Brad Sigmon, de 67 anos, tenta um último recurso para adiar sua execução, marcada para esta sexta-feira (7), na Penitenciária Broad River, na Carolina do Sul. Se a sentença for cumprida, ele será o primeiro prisioneiro a ser executado por fuzilamento nos Estados Unidos em 15 anos.
Sigmon foi condenado pelo assassinato dos pais de sua ex-namorada, David e Gladys Larke, em 2001, após espancá-los com um taco de beisebol. Quando lhe foi dada a escolha entre injeção letal, cadeira elétrica ou fuzilamento, ele escolheu o fuzilamento, motivado pelo medo de falhas na aplicação da injeção letal e pela dor associada à cadeira elétrica.
Horas antes da execução, a Suprema Corte da Carolina do Sul rejeitou seu último apelo, segundo o Daily Mail. Agora, a única alternativa é o governador Henry McMaster, que pode intervir e suspender a sentença. “Ele queria saber se as drogas estavam vencidas, diluídas ou deterioradas. E nenhuma dessas informações foi divulgada, apesar dos repetidos pedidos dele”, disse o advogado de Brad, Bo King, ao WYFF4.

Além disso, King argumenta que Sigmon não deveria ter recebido a pena de morte, já que, segundo ele, o condenado apresentava transtornos mentais quando cometeu os crimes: “A pena de morte é reservada para os piores dos piores. No caso de Brad, as evidências mostram que ele teve um surto psicótico e que não estava em plena capacidade mental durante o julgamento. Achamos que isso deveria ter sido levado em conta”.
King também afirmou que Brad escolheu o fuzilamento por temer ser “cozinhado vivo” na cadeira elétrica e por considerar a injeção letal igualmente cruel: “Se ele tivesse optado pela injeção letal, correria o risco de uma morte prolongada, como aconteceu com os três últimos homens executados na Carolina do Sul, três homens pelos quais Brad tinha afeição, que ficaram amarrados a uma maca por mais de 20 minutos antes de morrer”.
Antes de sua execução, Sigmon decidiu dividir sua última refeição com outros presos no corredor da morte, optando por três baldes de frango frito. “Brad sempre foi um tipo de capelão informal para os outros detentos. Ele é alguém que vive sua fé através do serviço ao próximo. A ideia de que nunca mais os verá está pesando muito sobre ele. E, mais uma vez, com sua última refeição, ele quis compartilhar algo especial com eles”, contou Bo.

Com a negativa da Suprema Corte em interromper a execução, a única chance de reverter o destino de Sigmon está nas mãos do governador McMaster. No entanto, as possibilidades de clemência são mínimas: desde que a pena de morte foi retomada no estado em 1976, nenhum governador perdoou um condenado, e 46 execuções foram realizadas nesse período.
Caso a sentença seja cumprida, Sigmon será levado à câmara de execução da prisão Broad River, onde será amarrado a uma cadeira, terá um capuz colocado sobre a cabeça, e um alvo fixado no peito antes de ser atingido por três atiradores posicionados a cerca de 4,5 metros de distância.
Desde 1976, apenas três condenados foram executados por fuzilamento nos Estados Unidos, todos no estado de Utah. A última vez que esse método foi utilizado foi em 2010.
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