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Indiano mantém braço direito erguido há mais de 45 anos e revela motivo por trás da decisão; assista

Uma história surpreendente! O indiano Amar Bharati chamou a atenção do mundo inteiro nesta semana, após sua história de resiliência e fé ser divulgada. O sadhu – termo comum para designar um místico ou um monge andarilho no hinduísmo – mantém seu braço direito levantado há mais de 45 anos, e não tem previsão de abaixá-lo.

E por “braço levantado”, estamos realmente nos referindo ao braço esticado no ar, não é como se ele estivesse apenas erguendo parte dele abaixo da altura do ombro. Em entrevista ao canal de TV alemão Galileo, Bharati explicou que essa atitude foi tomada para demonstrar sua devoção a um dos deuses supremos do hinduísmo, Shiva. “O início foi muito doloroso. Minha mão ficou inchada por seis, sete meses, mas depois o inchaço passou”, revelou. O indiano ainda determinou que continuará com esse compromisso até sua morte. Em sua cultura, é muito comum que outros sadhu permaneçam anos com uma das pernas dobradas.

“É uma tradição antiga. Alguns ficam em uma perna só, outros param de falar, já eu mantenho meu braço erguido. Eu destruí uma parte de mim para me conectar com Deus”, revelou Amar Bharati. Mas nem sempre essa foi a vida do indiano. Ainda no início dos anos 1970, ele trabalhava em um banco, era casado com uma mulher e teve três filhos. Quando decidiu mudar seu lifestyle radicalmente, o homem passou três anos peregrinando, estudando o hinduísmo, até a chegada do dia em que tomou a iniciativa de erguer o braço e não abaixá-lo mais.

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Mesmo nas atividades em que ele poderia usar o braço erguido sem prejudicar seu voto, Bharati se mantém focado e permanece com ele parado. “Eu não peço muito. Por que lutamos entre nós, por que existe tanto ódio e inimizade entre nós? Eu quero que todos os indianos vivam em paz. Quero que o mundo inteiro viva em paz”, filosofou o indiano em entrevista para o Unilad.

Atualmente, as mãos de Amar Bharati já não se abrem mais e o membro provavelmente foi inutilizado, já que a posição permanente pode ter causado danos nos nervos e na circulação sanguínea. As unhas também não são cortadas, então elas crescem no formato espiral. Eventualmente, algumas delas se quebram, antes de começarem a crescer novamente. Por conta do feito impressionante, muitas pessoas o procuram para alcançar algum tipo de sabedoria compartilhada. Com doações feitas por esses seguidores, ele construiu um pequeno templo humilde.