Jornal surpreende ao revelar qual foi a verdadeira “gota d’água” para Trump atacar a Venezuela

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados no sábado (3)

Segundo o "The New York Times", aparições recentes de Nicolás Maduro teriam irritado aliados de Donald Trump e influenciado decisões dos EUA sobre a Venezuela. O venezuelano teria recebido uma proposta em dezembro.

As recentes aparições e outras demonstrações de indiferença de Nicolás Maduro teriam sido interpretadas como zombaria pelos membros da equipe de Donald Trump. Segundo o The New York Times, o comportamento do agora ex-presidente da Venezuela ajudou a convencer os Estados Unidos a cumprirem suas ameaças militares.

De acordo com duas fontes do jornal, as últimas danças e cantorias em inglês de Maduro diante de seus apoiadores nas últimas semanas influenciaram alguns auxiliares do republicano de que o venezuelano estava zombando deles e tentando testar o que ele acreditava ser um blefe.

Em novembro do ano passado, Maduro dançou ao som de um remix com partes de um discurso dele, em inglês, a favor da “paz para sempre” (“peace forever”) e contra a “guerra louca” (“not crazy war”). As declarações foram feitas depois do aumento da presença militar dos Estados Unidos nas águas do Caribe. Ele repetiu o ato na última semana.

Maduro também surpreendeu ao cantar um trecho de “Imagine”, de John Lennon — música que se tornou símbolo da paz durante a Guerra do Vietnã, na década de 1970 —, na cerimônia de juramentação dos Comitês Bolivarianos de Base Integral, em Miranda.

Relembre:

Ainda segundo o jornal, vários norte-americanos e venezuelanos envolvidos nas negociações de transição revelaram que, no final de dezembro, Maduro rejeitou um ultimato de Trump para deixar o cargo e partir para um “exílio luxuoso” na Turquia.

Continua depois da Publicidade

O ataque 

No sábado (3), uma equipe de elite das forças armadas dos Estados Unidos invadiu a capital da Venezuela, Caracas, e levou tanto Maduro quanto a esposa dele, Cilia Flores, para Nova York. O ataque foi motivado por acusações de narcoterrorismo e ameaça à segurança internacional. Conforme a Casa Branca, o governo venezuelano teria facilitado o envio de grandes carregamentos de drogas para os Estados Unidos, e mantido alianças com grupos armados estrangeiras.

A Associated Press informou que uma série de explosões foi registrada durante a captura, com ao menos sete estrondos ouvidos em cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, aeronaves em baixa atitude, correria e falta de energia perto da base aérea de La Carlota.

Depois da captura, a vice-presidente Delcy Rodríguez, apontada por estabilizar a economia venezuelana, se tornou a presidente interina da Venezuela. Neste domingo (4), em carta aberta a Trump, ela pediu diálogo, o fim da hostilidades e uma “agenda de colaboração” com Washington.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques