Juliana Marins é encontrada sem vida na Indonésia, confirma família

Notícia foi confirmada nesta terça-feira (24), através de um comunicado nas redes sociais

A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada sem vida pelas equipes de resgate na Indonésia. A notícia foi confirmada nesta terça-feira (24), pela família.

“Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar ao local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, declarou o comunicado dos familiares no Instagram.

Morte da brasileira foi confirmada em nota nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

O corpo foi localizado por uma das equipes que desceu pela encosta da região conhecida como Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude. A família da brasileira informou que ela estava no local de difícil acesso, sem água, comida ou abrigo.

Juliana caiu durante uma trilha pelo vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia, na madrugada de sexta-feira (21). Nesta segunda (23), um drone operado por socorristas chegou até ela, que estava imóvel e a 500 metros penhasco abaixo.

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Quando retomaram os trabalhos, porém, a jovem estava ainda mais abaixo, a cerca de 650 metros da trilha. No 4º dia de buscas, os socorristas chegaram a montar um acampamento avançado perto de onde Juliana estava.

Ao todo, seis equipes de resgate atuaram em condições climáticas complicadas para tentar alcançá-la. Helicópteros foram acionados, mas encontraram dificuldades para pousos devido à neblina densa e às limitações de espaço aéreo. Uma furadeira industrial foi usada para abrir passagem em trechos inacessíveis da encosta.

Acidente com Juliana aconteceu na sexta-feira (20), e ela só foi encontrada nesta terça (24) (Foto: Reprodução/Instagram)

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A queda da brasileira ainda mobilizou autoridades locais, voluntários, a equipe do Parque Nacional de Rinjani, além de amigos e familiares no Brasil. Como medida de emergência, o parque chegou a fechar completamente o acesso turístico às trilhas para concentrar os esforços de resgate.

A operação foi marcada por chuvas e terrenos com difícil acesso, o que impediu o contato direto com Juliana desde o momento da queda. A causa da morte ainda será determinada pelas autoridades locais.

Juliana Marins era natural de Niterói, no Rio de Janeiro. Ela se formou em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas atuava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, a brasileira fazia um mochilão pela Ásia e já havia visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.

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