Fotojet (37)

Mãe é forçada a jogar bebê de prédio em chamas na África do Sul para salvá-lo; assista

Desesperador! Não existe outra palavra para descrever as cenas que chocaram o mundo nesta terça-feira (13). Uma mulher, identificada como Naledi Manyoni, precisou salvar sua filha de um incêndio no prédio em que estavam, com a difícil decisão de jogá-la para pedestres. O caso aconteceu na cidade costeira de Durban, na África do Sul, e felizmente, as duas passam bem.

De acordo com a BBC, na ocasião, Naledi e a filha estavam no 16º andar visitando um homem não identificado,  quando perceberam a fumaça subindo. O elevador não estava funcionando por causa do incêndio, então a matriarca desceu as escadas correndo freneticamente com a garotinha, que está prestes a completar dois anos de idade. No entanto, ela não foi capaz de chegar ao andar térreo, pois a área já estava bloqueada. Manyoni conseguiu acessar com dificuldade uma área de varanda no segundo andar, onde pediu ajuda aos pedestres.

Nas imagens registradas pela emissora, Naledi aparece desesperada e joga a criança, que é pega por um grupo de pessoas na rua. “Tudo que eu podia fazer era confiar em completos estranhos. Tudo o que eu conseguia pensar era ter certeza de que meu bebê viveria”, desabafou a mulher para o canal. Os bombeiros chegaram ao local cerca de 20 minutos depois que pessoas na multidão começaram a resgatar outros residentes com escadas, que foi quando Manyoni conseguiu escapar e encontrar-se novamente com a filha.

Continua depois da Publicidade

O incêndio teria sido causado por saqueadores em meio à onda de protestos e violência que tomou o país desde a prisão do ex-presidente Jacob Zuma, na semana passada. O político foi condenado a 15 meses de prisão por se recusar a depor em um processo em que é acusado de corrupção. Ele nega ter cometido crimes. Dezenas de pessoas já morreram em meio à violência, e centenas foram presas. “O caminho da violência, dos saques e da anarquia leva apenas a mais violência e devastação, bem como sofrimento”, declarou o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, durante um pronunciamento na TV.