Manoel Marins Filho, pai de Juliana Marins, encontrada morta após cair em um vulcão no Monte Rinjani, na Indonésia, reconheceu o corpo da filha nesta quarta-feira (25). De acordo com informações da Embaixada do Brasil, em Jacarta, para a Folha de São Paulo, ele chegou hoje à região do acidente.
Manoel viajou à Indonésia, acompanhado por dois sobrinhos – um primo e uma prima da jovem, e se reuniu com diplomatas em um centro de operações da embaixada. Em uma operação realizada por equipes da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), o corpo de Juliana foi içado do Monte Rinjani e transportado por helicóptero até o Hospital Policial de Bhayangkara.
Conforme a agência de notícias local Antara, exames forenses serão feitos para determinar a causa da morte e o momento estimado do óbito. A partir de então, a família poderá cuidar dos procedimentos para trazer o corpo de Juliana ao Brasil.
Pela manhã, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) comunicou que não pode custear o traslado, e que a ação deverá ser feita pelos familiares da vítima. O órgão salientou que o papel das embaixadas e consulados é “oferecer orientações à família, apoiar os contatos com autoridades locais e providenciar documentos, como o atestado de óbito”.

“Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”, declarou o Itamaraty em nota.
Já em um post no Instagram, a família da publicitária de 26 anos criticou o governo da Indonésia e pediu por justiça: “Juliana sofreu uma grade negligência por parte da equipe de resgate. Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de 7 horas, Juliana ainda estaria viva. Juliana merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece. Não desistam de Juliana!”.

O resgate
Juliana Marins havia sido localizada nesta terça-feira (24), três dias após cair de um dos caminhos do Monte Rinjani, que é considerado o segundo maior vulcão do país. A operação de retirada envolveu três equipes de resgate, incluindo membros do esquadrão Rinjani, e contou com apoio de voluntários.
As buscas duraram quatro dias. As equipes de resgate enfrentaram dificuldades para chegar ao local, lidaram com mau tempo e falhas em equipamentos (como uma corda curta), e a família ainda recebeu informações desencontradas durante o processo.
Natural do Rio de Janeiro, Juliana morava em Niterói, na Região Metropolitana. Ela era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e também atuava como dançarina de pole dance.
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaquesO corpo de Juliana Marins, brasileira de 26 anos que morreu em uma trilha na Indonésia, foi resgatado na manhã desta quarta-feira (25/06), cinco dias após ela ter caído durante um passeio pelo vulcão Rinjani. A informação foi confirmada pelo chefe da Agência Nacional de Busca e… pic.twitter.com/gCUEWUXDgC
— O Tempo (@otempo) June 25, 2025