Polícia detalha descoberta sobre caso de menina que caiu do 4º andar de cruzeiro da Disney

Relatório aponta que mãe encorajou criança de cinco anos a subir no parapeito antes da queda

Relatório policial revelou que a mãe da menina de cinco anos, que caiu de um cruzeiro da Disney, teria pedido que a filha posasse para uma foto em uma janela aberta antes da queda. O pai pulou no mar para salvá-la, e ambos foram resgatados com vida.

Um relatório policial, obtido pela People, revelou detalhes sobre o caso da menina de cinco anos que caiu do quarto andar de um cruzeiro da Disney. De acordo os documentos, divulgados nesta segunda-feira (20), a mãe da criança teria encorajado a filha a posar para uma foto em uma janela aberta minutos antes da queda.

O incidente ocorreu em 29 de junho, a bordo do navio “Disney Dream”, que seguia de Bahamas para Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. A família caminhava pelo quarto deque quando decidiu parar para tirar uma foto da menina.

A investigação indica que a mãe “apontou para o parapeito da janela”, e a filha, então, “subiu e se sentou sobre a grade”. Em seguida, a criança perdeu o equilíbrio e “caiu de costas no oceano”, de uma altura de aproximadamente 15 metros (49 pés), por volta das 11h29.

Menos de um minuto depois, o pai pulou no mar para tentar salvá-la. Às 11h40, as equipes de resgate lançaram botes e conseguiram retirar os dois da água, segundo o relatório. Ambos foram levados ao centro médico do navio. A menina não sofreu ferimentos, mas o pai foi hospitalizado após o desembarque para tratar machucados leves.

Assista ao resgate:

Em depoimento, o homem disse que esse era o primeiro cruzeiro da família e que ele andava à frente quando ouviu o “grito desesperado” da esposa. Já a mãe apresentou aos investigadores as fotos que havia tirado segundos antes da queda. Segundo o relatório, as imagens eram “ao vivo” e, reproduzidas em sequência, formavam um breve vídeo que mostra o momento em que a criança sobe na grade e cai.

A mãe também declarou que a filha havia feito aulas de natação, mas “não sabia nadar” e culpou a Disney pela falta de proteção na janela, afirmando que “deveria haver coberturas”.

O detetive responsável pelo caso, Christopher Favitta, constatou que a grade tinha 1,19 metro de altura e que a janela estava “aberta para o ar, sem qualquer barreira de proteção”. Ele encaminhou o caso para o Ministério Público da Flórida.

No entanto, a promotoria decidiu não apresentar acusações criminais, afirmando que, embora a conduta da mãe tenha sido “negligente e irresponsável”, não atingiu o nível exigido para caracterizar crime de negligência culposa.

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A Disney Cruise Line reafirmou seu compromisso com a segurança dos passageiros e destacou que o resgate foi concluído “em poucos minutos, graças à ação rápida e qualificada da tripulação”.

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