Que horror! Ex-participante do “The X Factor” é preso após assumir série de estupros; Juiz revela práticas absurdas do predador sexual, que filmava os atos: “Um dos criminosos mais perigosos”

Após ter participado do “The X Factor” e ter sido eliminado em 2008, Phillip Blackwell foi condenado à prisão perpétua nesta segunda-feira (27), na Inglaterra, por ter assumido 31 crimes sexuais, que aconteceram durante um período de 22 anos. De acordo com a BBC News, o predador sexual tinha o hábito de filmar os estupros cometidos, enquanto suas vítimas estavam vendadas.

Quem é Phillip Blackwell?

Há 12 anos, Phillip Blackwell fez uma audição para o “The X Factor”, mas virou piada ao ser rejeitado pelos jurados, Simon Cowell, Cheryl Cole e Louis Walsh. Em tom de deboche, Louis dissera que o homem era dono da “maior última nota do mundo”, depois que ele apresentou a canção “Gold”, de Spandau Ballet.

Na ocasião, o aspirante a cantor alegou que pretendia alcançar álbuns de platina por todo o mundo. Com sua eliminação, ele ainda detonou a escolha da única jurada feminina da competição: “Louis me amava, mas Simon não, então ficou com Cheryl. Eu sabia que ela não teria coragem de ir contra Simon. Ela é covarde”. O que ninguém imaginava era o surpreendente e assustador outro lado de sua vida. Assista ao vídeo aqui:

Como eram os crimes?

Dentre os 31 delitos nos quais Phillip Blackwell se declarou culpado, estavam: estupros, tentativas de estupro, agressões indecentes, cárcere privado, e uma acusação envolvendo voyeurismo. Diante da Corte, foi revelado que o ex-participante da competição musical ainda usava um “kit-estupro” durante suas ações, que continha um capuz, uma fita isolante e uma câmera de vídeo – usada para registrar os crimes.

Phillip Blackwell filmava suas vítimas de estupro. (Foto: Reprodução/ITV)

Segundo o promotor de justiça Adrian Langdale, Blackwell golpeava suas vítimas contra o chão antes de abusá-las. Para tentar camuflar sua identidade, ele usava um “suave sotaque irlandês” e vestia uma máscara ou uma balaclava (uma espécie de gorro com uma abertura). Ao final de seu primeiro ataque, em 1997, ele também pediu à vítima que fechasse os olhos e contasse até 100.

Diversas vezes, as vítimas de Phillip também eram embriagadas. Além disso, o meliante cinicamente falava a elas que gostaria que aproveitassem o momento. “Se eu conhecesse uma garota como você, eu gostaria de me casar com você. Eu quero que você aproveite isso”, disse ele numa das ocasiões. Outra das mulheres ouviu: “Eu não vou te machucar, nós só vamos fazer amor, se isso for tudo bem”.

O ex-participante do “The X Factor” foi condenado pelos 31 crimes sexuais que assumiu. (Foto: Reprodução/ITV)

Outra das estratégias de Blackwell era intimidar as mulheres para que não o denunciassem. Segundo uma delas, Phillip afirmou que sabia onde ela morava e “poderia fazer isso vez após vez”. Uma outra vítima afirmou que ele era a “maldade pura”, enquanto uma terceira afirmou que foi deixada para trás com um “efeito devastador e eterno”, após o crime.

Por outro lado, uma das vítimas de Blackwell teve a sorte de conseguir convencê-lo a tirar sua balaclava e não estuprá-la. Nessa ocasião, o estuprador teria dito a ela que ela “deveria ser uma assistente social por convencê-lo a não fazer isso”.

Quem eram as vítimas?

Entre as vítimas, os principais alvos de Blackwell eram as mulheres “jovens e vulneráveis”, que caminhavam sozinhas nas regiões de Birmingham, Coventry e Nuneaton – perfil de cinco delas. Além dessas, o homem de 56 anos também violentou outras quatro mulheres entre 2005 e 2019, na região de Cornwall.

“Um dos criminosos mais perigosos”

O juiz do caso afirmou que Phillip Blackwell era “um dos criminosos mais perigosos” com quem já havia lidado, e afirmou que merecia as mais graves punições. “Você deve tratá-las com um nível de desprezo tão chocante que não dá nem pra considerar… O dano que você causou com seu egoísmo é incalculável”, declarou o magistrado, que ainda acrescentou: “Se você quisesse fazer isso, tornar a vida de todos um inferno, você faria isso”.

O promotor Adrian Langdale também descreveu os “instintos predadores” do réu no tribunal. “Ele é um estuprador em série cuja campanha de abuso já dura mais de 22 anos. Ele identificava jovens mulheres vestidas de determinada maneira que ele achava atraente, as seguia em seu carro, ficava na frente de suas vítimas e entrava em algum lugar em que poderia realizar seu ataque. Ele agia de modo frio e calculado”, afirmou.

Investigação e condenação

Phillip Blackwell conseguiu se safar das consequências legais por mais de duas décadas. Foi só há algum tempo que o material genético colhido em sua primeira vítima, lá em 1997, foi examinado e relacionado como seu. Durante as investigações, a polícia também teve acesso a uma série de fitas cassetes, que mostravam o agressor filmando uma de suas vítimas em diversos estados de nudez.

Phillip Blackwell ainda dizia a suas vítimas que gostaria que elas aproveitassem o momento. (Foto: Reprodução/ITV)

Com a determinação da Justiça, Phillip foi condenado à prisão perpétua, tendo de cumprir no mínimo nove anos de detenção até que possa pedir algum recurso, ou ser considerado para uma liberdade condicional. Além disso, seu nome foi adicionado permanentemente à lista de agressores sexuais, e o ex-participante do “X Factor” foi proibido de estabelecer qualquer contato direto ou indireto com qualquer uma de suas vítimas.

Histórico criminal e de condenações

Há alguns meses, Blackwell já havia sido detido em sua própria casa e, posteriormente, em fevereiro, declarou-se culpado em quatro acusações de estupro, uma tentativa de estupro, cinco acusações de agressões indecentes e uma de cárcere privado. Essas ocorrências aconteceram no final dos anos 1990, com mulheres de Birmingham e Nuneaton, que foram atacadas pela manhã e, quando não estupradas, foram submetidas a outros crimes sexuais.

Já em maio, Blackwell esteve na Corte novamente, ocasião em que admitiu mais 20 crimes sexuais, incluindo onze acusações de estupro, quatro acusações por abuso sexual, e três acusações por voyeurismo – tudo isso com três mulheres, entre os anos de 2005 e 2019. O predador sexual também assumiu uma acusação de ter tirado fotos indecentes de uma criança, e de ter praticado voyeurismo com ela.