Sandy se emociona, grita e extravasa no super clipe LINDÍSSIMO das três canções do seu novo EP, “10:39”; assista

O período de quarentena, isolamento social e toda essa situação de pandemia tem sido de grande reflexão para muitas pessoas. Sandy com certeza é uma delas e resolveu compartilhar seus sentimentos com o mundo, em forma de arte. Nessa terça-feira (13), a cantora lançou seu novo EP, “10:39”. Os minutos e segundos presentes no título indicam a duração do projeto, que em três canções, condensa uma série de sentimentos.

Três releituras compõe o disco. São elas: “Piloto Automático”, do Supercombo, “Lua Cheia”, do 5 a Seco, e “Tempo”, parceria de Sandy e Lucas Lima, que integra “Manuscrito”, álbum de estreia da carreira solo da artista. Todas as faixas ganharam respectivos clipes, que juntos, contam uma linda história.

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“Filmamos não um clipe, mas um sentimento, uma alegoria de todos os estágios de tormenta e calmaria — e tudo entre esses dois extremos — dos últimos meses, comprimidos em dez minutos e trinta e nove segundos”, analisou a mãe de Theo sobre o filme gravado no interior de São Paulo, sob direção de Douglas Aguillar. O resultado ficou impecável, e passa uma mensagem de esperança, em meio a tempos tão difíceis. Confira:

E aí, o que acharam desse ar bucólico, com um toque de “Folklore”? Belíssimo, né?! Em suas redes, Sandy explicou a escolha do repertório. “‘Piloto Automático’, da banda Supercombo, conheci quando fui jurada do programa ‘Superstar’. ‘Lua Cheia’, da banda 5 a Seco, da qual sou fã há anos e ‘Tempo’, que gravei no meu álbum de estreia da carreira solo, redescobri, e nesse momento, tomou um tamanho muito maior do que tinha quando a compus, 11 anos atrás. Três músicas que viraram uma só, que se confundem uma com a outra, assim como as horas, os dias e os meses desse ano maluco”, declarou.

Pode parecer fácil, mas, segundo a cantora, conseguir despejar seus sentimentos nas letras de uma nova música, dessa vez, foi algo bastante complicado. “Pra mim, como artista, seria impossível passar por esse período sem ser afetada de alguma maneira. Nossa profissão é toda baseada na nossa capacidade de expressar o que a gente sente em forma de arte. Mas, por algum motivo, quando pensava em compor, parecia que eu não conseguia ser completamente sincera ou suficiente. Quando a gente escreve com um assunto em mente, a gente se limita um pouco, e eu não queria, de maneira alguma, me apoiar em clichês ou correr o risco de soar minimamente oportunista”, frisou.

“Por outro lado, acho que a arte, em suas diversas formas, ajudou a preservar um pouco a sanidade de muita gente durante esse ano, e comigo não foi diferente. Filmes, séries, músicas, livros, artes plásticas… me tocaram de um jeito indescritível e que ajudou a acalmar o coração em diversos momentos. E algumas canções específicas que eu já amava há muito tempo, de repente, se mostraram pra mim com um sentido completamente novo e inesperado. Assim nasceu a necessidade de fazer esse EP”, explicou.

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Pra mim, como artista, seria impossível passar por esse período sem ser afetada de alguma maneira. A nossa profissão é toda baseada na nossa capacidade (ou necessidade) de expressar o que a gente sente em forma de arte. Mas, por algum motivo, quando eu pensava em compor, parecia que eu não conseguia ser completamente sincera ou suficiente. Quando a gente escreve com um assunto em mente, a gente se limita um pouco, e eu não queria, de maneira alguma, me apoiar em clichês ou correr o risco de soar minimamente oportunista. Por outro lado, acho que a arte, em suas diversas formas, ajudou a preservar um pouco a sanidade de muita gente durante esse ano, e comigo não foi diferente. Filmes, séries, músicas, livros, artes plásticas… me tocaram de um jeito indescritível e que ajudou a acalmar o coração em diversos momentos. E algumas canções específicas que eu já amava há muito tempo, de repente, se mostraram pra mim com um sentido completamente novo e inesperado. Assim nasceu a necessidade de fazer esse EP. “Piloto Automático”, da banda Supercombo, que conheci quando fui jurada do programa Superstar, “Lua Cheia”, da banda 5 a Seco da qual sou fã há anos e “Tempo”, que gravei no meu álbum de estreia da carreira solo, redescobri e que, nesse momento, tomou um tamanho muito maior do que tinha quando a compus, 11 anos atrás. Três músicas que viraram uma só, que se confundem uma com a outra, assim como as horas, os dias e os meses desse ano maluco. Produzi em casa, com a família e com poucos músicos que gravaram à distância suas lindas participações. Para ilustrar essas canções, chamei um artista que conheci e por cujo trabalho me encantei durante esse período, chamado Thainan Castro, que me presenteou com essa obra tão sensível, delicada e simbólica. Quando liguei pra meu amigo Douglas Aguillar (que me acompanhou e registrou todo o meu “ano de Sandy e Junior”) pedindo pra ele me ajudar a traduzir essas músicas em imagens, fomos à fazenda onde trabalha um amigo de infância e filmamos não um clipe, mas um sentimento, uma alegoria -> continua nos comentários <-

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Confira as letras das canções abaixo: 

“Piloto Automático”

Ah…
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Tudo o que vier eu fiz por merecer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Fácil de falar, difícil fazer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Fácil de falar, difícil fazer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Tudo o que vier eu fiz por merecer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Fácil de falar, difícil fazer
Ah…
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Tudo o que vier eu fiz por merecer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Tudo o que vier eu fiz por merecer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Fácil de falar, difícil fazer
Eu devia sorrir mais
Abraçar meus pais
Viajar o mundo e socializar
Nunca reclamar
Só agradecer
Tudo o que vier eu fiz por merecer

“Lua Cheia”

A gente anda inseguro
Construindo muros no chão
Arquitetando no escuro nossa direção
Viver de esperança cansa, eu sei
A nossa crença se abalou
Mas frases de ódio não vão vingar
Chega pra cá pra falar de amor
A gente tá no dia a dia
E às vezes a alegria não tá
Vivendo sem ter companhia ninguém vai chegar
O mundo anda reclamando demais
A fé na vida não firmou
Mas ondas do medo não vão soar
Fúria e amargura não vão se impor
Deixa a tristeza pra lá
Vem cá, a lua tá cheia
Vamos contar histórias
Falar de coisa boa
Vem cá olhar para as estrelas
Vamos criar memórias
Elogiar pessoas

“Tempo”

Invernos
Impérios
Mistérios
Lembranças
Cobranças
Vinganças
Assim como a dor
Que fere o peito
Isso vai passar
Também
E todo o medo, o desespero
E a alegria
E a tempestade, a falsidade
A calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto
Isso vai passar
Também
Saudades
Vaidades
Verdades
Coragem
Miragens
E a imagem no espelho
Como a dor
Que fere o peito
Isso vai passar
Também
E todo o medo, o desespero
E a alegria
E a tempestade, a falsidade
A calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
Isso vai passar
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
Isso vai passar
Também
Isso vai passar