E DEU O ÓBVIO! “O Agente Secreto” levou a estatueta de “Melhor Filme em Língua Não Inglesa” no Globo de Ouro 2026. A produção de Kleber Mendonça Filho também concorre na categoria “Melhor Filme de Drama”. Vai, Brasil!
O longa desbancou outros grandes títulos internacionais deste ano, como “Foi Apenas um Acidente” (Irã), “Sem Outra Chance” (Coreia do Sul), “Valor Sentimental” (Noruega), “Sirāt” (Espanha) e a “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia).
Diferentemente do Critics Choice Awards, o diretor teve a oportunidade de receber o prêmio no palco e fazer um discurso emocionante de agradecimento. Ele elogiou todos os profissionais que trabalharam no filme, em especial o elenco, e destacou o cinema nacional como uma forma significante para resgatar a memória do país.
O momento ainda contou com Minnie Driver anunciando o prêmio com “parabéns” em português. “Muito, muito obrigado. Eu quero dizer um ‘oi’ para todos que estão assistindo do Brasil. Alô, Brasil! Obrigado a Neon, ao Festival de Cannes, à Vitrine Filmes que fez de ‘O Agente Secreto’ um blockbuster muito incomum no Brasil. Obrigado a Wagner Moura. A melhor coisa é quando temos a combinação de um excelente ator e um excelente amigo. É uma honra estar nesse grupo de filmes internacionais e com grandes filmes dos Estados Unidos. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. É um momento da história muito importante para fazer cinema. Jovens cineastas, continuem fazendo filmes“, disse.
Assista:
“The Secret Agent” (Brazil) wins the #GoldenGlobe for Best Motion Picture — Non-English Language, marking Brazil’s first-ever win in the category: “I dedicate this film to young filmmakers.” pic.twitter.com/ZPeVwZ7BOH
— Variety (@Variety) January 12, 2026
Ambientado nos anos 70, “O Agente Secreto” conta a história de um professor universitário que retorna para a sua cidade natal, Recife, depois de ficar jurado de morte por conta de um conflito relacionado a uma pesquisa acadêmica. A trama traz um retrato crítico da sociedade brasileira em plena ditadura militar, abordando temas como violência, repressão política e resistência.
Antes de “O Agente Secreto”, o Brasil já vinha construindo sua trajetória no Globo de Ouro. A estreia do país no evento aconteceu em 1960, quando “Orfeu Negro” venceu como “Melhor Filme Internacional”. No entanto, por ser uma produção franco-ítalo-brasileira, o prêmio ficou oficialmente com a França.

Em 1982, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” figurou na categoria. Quatro anos depois, “O Beijo da Mulher-Aranha” brigou pelo troféu de “Melhor Filme de Drama”. Em 1999, o troféu se tornou dos brasileiros, com “Central do Brasil”. Em 2003, foi a vez de “Cidade de Deus” concorrer em “Melhor Filme Internacional”. No ano passado, “Ainda Estou Aqui” também disputou a categoria.
A vitória aumenta a expectativa de que a produção seja indicada à mesma categoria no Oscar. A lista de indicados será divulgada no dia 22 de janeiro.
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