Oliver Laxe, diretor de “Sirât“, se pronunciou após ser detonado pelos brasileiros ao debochar da indicação de “O Agente Secreto” ao Oscar de 2026. Nesta segunda-feira (2), em entrevista ao jornal espanhol Diário ABC, ele se retratou e disse que o público não entendeu o contexto de sua afirmação.
Questionado sobre como reagiu à repercussão negativa, Laxe respondeu: “É claro que tive uma experiência ruim. Quer dizer, sinto muito se ofendi pessoas. É um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério”.
Por fim, o cineasta argumentou que foi mal interpretado. “Acho que o contexto não foi entendido. Foi, em todo caso, uma piada um pouco ruim, não? Eu não daria mais importância”, avaliou.
Assista:
Relembre o caso
No mês passado, ao participar do talk show espanhol “La Revuelta”, da TVE, Laxe ironizou a presença de “O Agente Secreto” na corrida pela estatueta de “Melhor Filme Internacional” do Oscar. Além disso, ele debochou dos votantes brasileiros da Academia.
“Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele“, desdenhou.
O franco-espanhol, porém, elogiou o filme de Kleber Mendonça Filho, bem como o próprio diretor, ao apresentador David Broncano. “Mas é um ótimo filme e a equipe é brilhante“, salientou.
Laxe, que participava do programa no momento do anúncio dos indicados, ainda adotou uma postura curiosa em relação à disputa do próprio filme. “Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes“, declarou.
Veja:
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques“En la Academia hay mogollón de brasileños y los queremos un mogollón pero son ultranacionalistas. Yo creo que los brasileños presentan un zapato a los Oscar y lo votan todos”.
No sabe dónde se ha metido. DEP Oliver Laxe. pic.twitter.com/NslP1u8VKa
— Premios Oscar (@PremiosOscar) January 22, 2026