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Apresentadora da Record TV chora ao vivo, após revelar que sofreu abuso na infância: “Quem é pra acolher, é quem mais maltrata”; assista

A jornalista Luciana Ribeiro, que comanda o “Balanço Geral Manhã” na TV Cidade, afiliada da Record TV no Ceará, não conteve a emoção durante o programa dessa quinta-feira (17), após a exibição de uma reportagem sobre um idoso de 78 anos que abusou sexualmente de cinco garotas da própria família. Às lágrimas, a apresentadora revelou que também foi vítima de abuso na infância e não poupou críticas ao criminoso.

“Nós precisamos falar sobre isso. Porque na maioria das vezes, esses homens, esses monstros, são os monstros que deveriam nos proteger. Ele era avô dela. São cinco parentes vítimas desse monstro, ela é uma mulher adulta, cheia de sequelas, e muitas vezes as pessoas não entendem e não acreditam quando a criança pede ajuda”, ressaltou Luciana, acrescentando que também desacreditaram dela quando pequena.

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Bastante emocionada, a jornalista continuou seu relato: “Essa menina vai carregar pro resto da vida a dor de não poder contar com quem deveria apoiar. Eu falo e me emociono, pela primeira vez, sem conseguir me segurar, porque também fui vítima quando criança e quando eu pedia ajuda, as pessoas não acreditaram. Não confie em ninguém. Na maioria das vezes, quem é pra acolher, é quem mais maltrata”.

Por fim, a profissional pediu que vítimas de abuso sexual não se calem e denunciem os agressores. “Ele te oferece um doce, te oferece um colo e depois ele te ameaça. Mulheres falem, desabafem, peçam ajuda, porque muitas outras crianças hoje passam por essa situação. Me desculpe o desabafo, mas é porque eu me vi nessa situação e muitas meninas e mulheres também se veem nesse momento. A gente precisa falar e pedir ajuda”, encerrou Ribeiro. Confira:

Denuncie!

O serviço Disque 100 é um número do Governo Federal que dá orientações e registra casos de violação de Direitos Humanos – dentre eles, violência contra crianças e adolescentes, principalmente sexual. Funciona diariamente, das 8h às 22h. Também é possível fazer denúncias no aplicativo Direitos Humanos Brasil e na página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.