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BBB21: Apresentador revela bastidores da final, após morte de Paulo Gustavo: “Dia horroroso”; assista

Durante o “Conversa com Bial” que foi ao ar na madrugada deste sábado (8), Tiago Leifert detalhou a dificuldade em iniciar a grande final do “BBB 21”, alguns minutos após a confirmação da morte de Paulo Gustavo, por complicações da Covid-19. O apresentador, que deu a notícia aos confinados durante o primeiro intervalo comercial da noite, disse que chegou a ter uma conversa com Boninho, diretor da atração, sobre o que deveria ser feito.

“A gente já sabia que a situação (de Paulo) era muito crítica e que a notícia [da morte] sairia a qualquer momento. É mais uma notícia que a gente não pode dar pra casa de repente. Eles vão sentir, vão ficar abalados, porque o cara era um ícone. Falei: ‘vamos trazer o primeiro bloco’. Assim que a gente foi pro intervalo, o Boninho entrou no meu ponto e me perguntou e eu falei que ia dar a notícia a eles no intervalo. E foi o que eu fiz. Eles tiveram uns cinco minutos pra digerir a informação e quando a gente voltou, expliquei pras pessoas”, relembrou.

O comunicador seguiu com o desabafo, dizendo que mesmo triste, precisou manter certa frieza naquele momento. “A gente abre mão, um pouco, dos nossos sentimentos. A gente tem a função e obrigação de entregar para as pessoas pelo menos 60 minutos de alegria. Era um dia horroroso”, afirmou, lembrando que naquela mesma manhã (4), houve o terrível assassinato de crianças em uma escola de Santa Catarina.

“Quando eu vi as notícias de Santa Catarina, da escolinha, eu queria voltar para a minha cama. Ainda mais eu que sou pai agora. Eu fiquei apavorado! Que dia horroroso para se fazer uma final. Era o pior dia para se fazer uma final. Mas eu pensei: ‘Eles estão lá há 100 dias, eles merecem a minha alegria. As pessoas que nos acompanharam precisam da nossa energia. Então, essa é a hora que você engole tudo, respira fundo e vai embora”, completou.

Pressão e choro na final

Questionado sobre a responsabilidade e a pressão imposta pelo público durante o reality, o jornalista explicou: “Há diferentes personalidades que um apresentador do ‘BBB’ tem que ter e isso não acontece em outros programas. Você tem que lidar com as expectativas do público que são muitas. Quando você conversa com eles (participantes) ao vivo, você tem que desligar várias partes do seu cérebro, porque o público é onisciente e eles não. É extremamente difícil ter intimidade com eles e conversar sem deixar escapar alguma coisa”.

“Você tem que desligar muita parte do seu cérebro, porque tem coisa que você não pode falar. Às vezes, você tem que narrar uma prova e ao mesmo tempo ser juiz. E todo mundo inventando regras novas, pegando coisas que você deixou de falar e usando contra você…”, continuou, sobre as queixas feitas a algumas provas do reality.

Outra pressão enfrentada pelo comandante do “BBB”, é a comparação constante com Bial. “Você [Bial] subiu a barra na eliminação no mundo inteiro com discursos lindos, com satisfações para a casa e para o público. E isso eu tenho bastante dificuldade para fazer pelo respeito à solenidade do momento, que foi uma coisa que você criou”, comentou.

No momento de encerramento do programa, o apresentador deixou algumas lágrimas escaparem, assim como fez no ano anterior. Sem filtros, o papai de Lua entregou o motivo de tanta emoção. “Eu acho que eu choro porque a gente conseguiu. Acho que é o mais importante. As inseguranças de fazer um ‘BBB’ — que só você, Pedro, vai me entender — de você colocar 20 pessoas lá sem a menor ideia do que vai acontecer, sem ter a menor pista, de se jogar totalmente no escuro, no espaço, no vácuo, e conseguir entregar…”, começou dizendo.

Eu passei por noites ali que eu não vou esquecer. A gente apanha. E aí você pega o celular e tem muita mensagem (elogiando-o após o final). É chorar de falar ‘dias assim existem’. Preciso curtir esse momento porque vou sentir saudade dele. É um choro de alívio. De missão cumprida”, declarou, por fim. Confira: