BBB21: Karol Conká fala sobre atitudes de Juliette e é acusada pela web de xenofobia; Famosos reagem e pedem respeito pela paraibana — assista!

Nada escapa dos olhares afiados do público do “BBB 21”! Desta vez, um comentário de Karol Conká foi bastante criticado nas redes sociais… Nesta sexta-feira (29), a rapper foi acusada de xenofobia por internautas, após falar que “é educada” graças às suas origens, enquanto citava as atitudes de Juliette – que é paraibana.

Um trecho polêmico deu o que falar e viralizou nas redes sociais, durante uma conversa entre Karol, Sarah e Thais, quando a cantoria teria mencionado o comportamento de Juliette. “Ela falou isso, isso e isso, e a pessoa [outro participante] falou: ‘Não, mas é o jeito. Porque lá na terra dessa pessoa é normal falar assim’. Eu: ‘Ah tá!’. Eu sou de Curitiba, entendeu? É uma cidade muito reservadinha”, declarou a paranaense.

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Conká seguiu imitando o estilo “expansivo” que a incomodava, afirmando que não fala “pegando nas pessoas” e que não “invade” o espaço de ninguém. “Por mais que eu rode o mundo, eu tenho os meus costumes. Eu tenho muita educação pra falar com as pessoas. Eu tenho meu jeito brincalhão, eu brinco, mas reparem que eu não invado, não desrespeito, não falo nem pegando nas pessoas”, acrescentou a artista.

Por fim, a cantora concluiu: “Eu acho estranho. Só que aí essa pessoa falou: ‘Ah, não foi por mal’. Eu: ‘Ah, então tá’. Porque eu já tava pensando que tinha alguma coisa comigo”. Assista ao vídeo abaixo:

Mais cedo, Karol já havia tecido algumas críticas sobre o jeito de ser de Juliette, durante uma conversa com Fiuk e Lumena. “Ela me incomoda um pouquinho, eu acho ela chata. Mas eu acho ela legal, divertida, mas eu não convivo. Eu prefiro não conviver”, avaliou a sister.

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Em outro momento, Conká criticou a demora de Juliette no Raio-X desta quinta (28), que gerou outro climão na casa. “Eu acho que ela devia ter perdido 500 estalecas por ter feito essa palhaçada. Deveria ter tido uma punição, pra parar com essa palhaçada de ‘Ai, eu tava louca’. Tá louca pede pra sair, querida”, disse ela. Fiuk comentou: “Ela saiu das regras e ponto final. Ela saiu das regras. Tá o tempo ali determinado”. Então, a rapper mencionou: “Se ela fez ontem, saberia como era o hoje. Foi maldade, ou foi muita loucura mesmo. Aí pede pra sair”.

Reação às falas

O público do reality na redes sociais não gostou muito do comentário de Karol, que rapidamente foi classificada como xenofóbica. Como fez a internauta Jamile Versoza: “A Karol Conká dizendo ser mais educada que a Juliette porque é de Curitiba, eliminação dela pra ontem”. Outro perfil no Twitter também se revoltou com a colocação. “E a Karol Conká metendo uma xenofobia já, dizendo que é educada porque nasceu em Curitiba e a Juliette é ‘daquele jeito’ porque é ‘normal onde ela veio'”, disse a conta.

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Alguns espectadores também se sentiram ofendidos, com base em experiências pessoais de preconceito que já enfrentaram. “Me doeu demais essa fala da Karol Conká, porque eu sou nordestina e estudo em Minas Gerais, e só Deus sabe o tanto de coisa que já escutei, até mesmo fui ridicularizada em sala de aula por professor e tenho gente duvidando da minha capacidade unicamente pela região onde nasci”, compartilhou Leti. Olha só:

Perfil de Juliette e famosos se manifestam

Diante da repercussão, o perfil oficial de Juliette também pediu respeito pela sister paraibana. “Com todo respeito a cada canto do Brasil, na Paraíba, sinônimo de educação é puxar papo, ser tagarela, demonstrar carinho, falar arrastado e com bom humor! A gente engole muito cuscuz, mas associar erros ao nosso jeito genuíno de ser, não! Juliette paraibana com orgulho”, escreveu a conta da advogada no Twitter.

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A cantora Flay, que estrelou o “BBB 20”, também apontou preconceito na reação de Karol. “Xenofobia DO C*RALHO ESCANCARADA! Revoltante”, disparou. “Nojo desse papo de discriminação com a cultura do nordeste, me dá ânsia de tanto nojo, nós somos calorosos, gostamos do contato, somos expressivos, somos alegres e espalhafatosos sim, mas isso não significa que no nosso lugar a gente não aprende a ter educação e respeito“, disse ela.

Flayslane, que também é paraibana, contou já ter sido discriminada por suas origens. “Eu, assim como Juliette, já cogitei mudar o meu sotaque pra ser melhor aceita em situações e galera, ISSO NÃO EXISTE, NÃO MUDE, JULIETTE, você não faz personagem, você é F*DA, dá a cara a tapa. Sulista arrogante e prepotente que LUTE pra lhe entender, ninguém é superior a você”, comentou ela, incentivando a hashtag “Juliette merece respeito”.

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Whindersson Nunes também entrou na onda e fez referência ao comentário sobre ter educação. “Pois eu sou do Piauí e muito bem educado”, declarou o humorista. Assim como ele fez sua conterrânea, a ex-BBB Elana Valenaria. “Xenofobia não passa de falta de educação e da necessidade de umas boas aulas de geografia. Sou Piauiense e fui muito bem educada!”, declarou.

Wesley Safadão, que é nascido no Ceará, também parece ter abordado o assunto em seu Twitter, ao deixar claro: “Tenho muito orgulho do meu Nordeste”. A influenciadora GKay, por sua vez, foi mais direta e deixou explícito seu apoio à advogada. “JULIETTE MERECE RESPEITO”, pediu a comediante, que também criticou: “Enfim, a xenofobia maquiada”.

Equipe de Karol Conká se pronuncia

O perfil oficial de Conká usou as redes sociais dela para tentar esclarecer a problemática do comentário. “Quando ela relaciona o termo ‘educação’ à cidade de Curitiba, tem muito mais a ver com a intenção de se mostrar mais reservada, sem que isso seja bom ou ruim; apenas uma característica de comportamento”, disse a equipe, acrescentando que “seu uso foi equivocado”. Quanto às desavenças com Juliette, o comunicado pontuou: “A questão da Karol com a participante Juliette é diretamente envolvida com a circunstância de convivência da casa, de gostar ou não das coisas que acontecem, de possuírem ruídos e sintonias em sua convivência”.

O comunicado também desculpou-se em nome da artista. “Viemos aqui pedir desculpas a todos os cidadãos do Nordeste – com seu imenso valor e riqueza de cultura nos diferentes estados – por um uso errado do termo ‘educação’. Tenham certeza que a Karol, aqui fora, também irá se desculpar, com profundo arrependimento. Pelo tanto que a conhecemos, ela jamais seria xenofóbica ou deixaria de reconhecer o erro na sua fala, que tanto se preocupa em ser instrumento de emancipação para todes que se veem representados pela sua arte”, concluiu a nota.

Veja a íntegra: