Drica Moraes conta história LINDA sobre como conheceu doador de medula que salvou sua vida, e faz Bial se emocionar em programa: ‘Eu amo o Adílson, ele é meu oitavo irmão’; Assista

De arrepiar! Drica Moraes foi a convidada do “Conversa com Bial” dessa terça-feira (20) e, em suas palavras, contou a história de sua “saga da cura” sobre como sobreviveu à leucemia desde que foi diagnosticada há dez anos. No programa, a atriz relembrou como conheceu o doador que literalmente salvou sua vida, revelou várias coincidências que divide com ele e deixou o apresentador emocionado.

Drica recapitulou sua própria linha do tempo, pontuando que as coisas tiveram início com a adoção de seu filho, Matheus, hoje com 11 anos. No ano seguinte, ela começou a passar mal, se sentir fraca e fazer exames até que, na festinha de um ano de idade do menino, ela desmaiou, recebeu o diagnóstico do câncer e foi dali direto para o hospital.

A estrela de 51 anos comparou a sua realidade naquela época ao verdadeiro isolamento social já que, durante a quimioterapia, não podia ter nenhum contato humano. Mesmo com o tratamento, o transplante de medula óssea era a única esperança dela de continuar viva. No entanto, dos seus seis irmãos, nenhum era compatível.

Continua depois da Publicidade

“O transplante era minha única chance de vida. Sem transplante eu ia morrer e com transplante eu tinha 20% de chance de viver. Que conta difícil, né. Ele (o médico) falou: ‘Se você resistir ao tipo de quimioterapia que você vai tomar, você vai sobreviver, mas a chance de você não resistir é 80%. É uma quimioterapia muito violenta'”, relembrou ela.

A atriz recordou toda sua luta contra a leucemia (Foto: Reprodução/TV Globo)

Drica quase desistiu do tratamento, mas seu médico foi enfático. “Eu falei que não ia fazer o transplante porque 20% de dar certo era muito pouco. E ele falou que se eu não fosse, ele me colocava num avião a força pra eu fazer, porque era minha única chance. Eu entendi naquele momento que os 20% de chance que eu tinha de sucesso eram 100. É como se eu fizesse uma regra de 3 e eu entendi que 20 virava 100”, contou ela.

A situação deixou uma lição que a atriz leva até hoje em sua vida. “Quando eu penso que o futuro pode ser muito terrível e as coisas podem dar muito errado, eu ainda penso nos 20% que tinha 10 anos atrás. Eu tento fazer o melhor porque eu sei que é possível”, declarou.

Continua depois da Publicidade

Drica ainda refletiu sobre como, mesmo com seis irmãos, foi um desconhecido que salvou sua vida, já que, inicialmente, ela não pôde ter nenhum contato com o doador. “Você não pode saber porque não pode haver relação de dinheiro e não pode haver nenhum dolo à pessoa que está te doando. O que é lindo e isso é do SUS (Sistema Único de Saúde). Por isso o SUS precisa ser valorizado. Foi isso que me salvou”, destacou ela.

Depois de cinco anos, Drica conheceu Adílson, o homem que salvou sua vida (Foto: Arquivo Pessoal)

A autorização para conhecer o homem que salvou sua vida só veio cinco anos depois, e ela não perdeu a oportunidade. “Depois de cinco anos, se você não morreu, você pode conhecer seu doador. Aí eles te ligam, perguntam se você quer conhecer, te mandam uma carta de intenção. Os dois preenchem, vocês marcam um horário e vocês se ligam. E aí o INCA (Instituto Nacional de Câncer) me ligou pra eu falar com o meu doador”, recordou.

A estrela não deu muitos detalhes sobre o telefonema, mas contou como foi um momento emocionante. “Eu liguei pra ele às 14h30 de uma terça-feira e falei ‘Oi’. E do lado de lá, ele disse ‘Oi, fia’. Não tinha roteirista para escrever esse diálogo, eu não sabia o que dizer. O que você ia falar para uma pessoa dessas?”, questionou-se. “Ele falou ‘você tá bem, fia?’ Eu disse ‘eu tô bem, você salvou minha vida. Qual o seu nome?’ Ele falou ‘Adílson’, e eu falei que o meu era Adriana. Eu quis dar meu nome de batismo”, pontuou.

Continua depois da Publicidade

Foi após essa conversa que ela disse que queria conhecê-lo pessoalmente. “Aí desenrolou-se todo um diálogo inexplicável num programa como esse e, no final, eu falei: ‘Eu quero te conhecer, você tem tempo amanhã?’. Ele estava livre e eu peguei um avião pra encontrar ele em Presidente Prudente”, contou.

O primeiro contato pessoal entre os dois quase não envolveu palavras, mas Drica encenou os olhares intensos que eles trocaram, o que fez Bial ter que secar as lágrimas. “Lá, ele tava me esperando com a mãozinha na grade de um alambrado. Quando eu cheguei ele só me olhou. Aí eu olhei pra ele e abracei ele. Abracei e chorei. Não falei nada. O roteirista não teria escrito nada”, refletiu ela.

Bial não conseguiu segurar o choro com a história (Foto: Reprodução/TV Globo)

“Aí ele falou: ‘Fia, agora você vai conhecer a minha família’. A gente entrou num Chevrolet. Eu sentei com a filha dele atrás, ele foi na frente com meu ex-marido e a gente entrou mata adentro e foi conversando sobre tudo. Foi uma coisa tão incrível, porque a gente se conheceu naquele caminho. Aí eu fui conhecer a mãe dele, Dona Flor, que faleceu no ano passado. Eu peguei um avião na hora pro enterro”, descreveu a atriz.

Continua depois da Publicidade

Drica então relatou as diversas coincidências de vida que eles dividem, desde os acompanhantes no primeiro encontro. “Ele tava com a filha dele chamada Maria Fernanda. Eu tava com meu ex-marido, pai do Matheus, que chama Fernando”, revelou. “O pai dele nasceu no mesmo dia que o meu pai, dia 10 de janeiro. Ele é do mesmo ano que eu nasci, de 1969, eu sou do dia 29 de julho e ele de 29 de dezembro. Olha que loucura”, reagiu, pontuando ainda que, assim como ela, Adilson também vinha de uma família grande e tem sete irmãos.

Drica também se aproximou da família de Adílson (Foto: Arquivo Pessoal)

O fato do homem, que trabalha como eletricista, ter se disponibilizado para o transplante também foi ao acaso. “No papo do telefone, eu perguntei ‘Por que você decidiu doar a medula, Adílson?’ e ele falou: ‘Ah, fia, é o seguinte. Eu tava fazendo um trabalho na beira do rio e aí meu patrão falou assim: ‘Ó lá, a barraquinha do SUS, vamos lá’. Quando ele chegou lá pra ver, era doação pra medula óssea e aí o patrão falou pra eles fazerem. Ele disse que o patrão olhou pra agulha, ficou com medo e desistiu, aí ele foi lá e deu o braço”, recordou.

Após a testagem do sangue, eles descobriram que esse era 100% compatível com o de Drica e o chamaram para realizar o transplante de fato. “O mais louco é que ele se dispôs a sair da cidade dele, pegar um avião, tomar uma peridural, a anestesia que as mulheres tomam pra ter filho! Eu amo o Adilson num grau, a gente se fala todo dia, ele é meu oitavo irmão”, comemorou a atriz, agradecida.

Continua depois da Publicidade

Além de falar com seu doador todos os dias, Drica também se aproximou da família dele. “Quando eu fui conhecê-lo, eu parei na casa da última irmã em Mato Grosso, aí teve uma churrascada com todo mundo. Lá, caiu uma chuva e acabou a luz e nós ficamos todos no escuro. Eu não pude pegar meu voo de volta, então dormimos todos naquele mato no fim do mundo, pra mim. A vida é muito misteriosa e a gente tem que carregar tudo com muito amor”, finalizou ela.

Lindo demais! Confira o papo na íntegra abaixo: