A ex-participante do Big Brother Brasil Aline Cristina da Silva recebeu uma indenização de R$ 23 mil da Globo, após vencer um processo movido contra a empresa. Aline, que entrou para a história do programa como a anônima mais rejeitada, com 95% dos votos em um paredão contra Grazi Massafera na quinta edição, moveu a ação em 2016, pedindo “direito ao esquecimento”.
O processo foi motivado por uma matéria publicada no site Ego, que pertencia ao Grupo Globo. A reportagem a lembrava como a então participante mais rejeitada da história do programa, o que, segundo Aline, afetou negativamente sua vida pessoal. De acordo com o Outro Canal, coluna do F5 da Folha de S.Paulo, a ex-BBB argumentou que já havia superado o episódio e que não desejava mais ser lembrada por isso.
De acordo com documentos obtidos pela coluna, a Globo quitou a indenização. O caso, que estava em tramitação no Tribunal de Justiça de São Paulo, está prestes a ser arquivado, com o cumprimento integral da sentença.

Aline defendeu que a reportagem causou danos à sua imagem e à sua privacidade, afirmando ter o direito de não ser mais associada ao episódio. Já os representantes da Globo alegaram que a publicação tinha um caráter informativo e não trazia qualquer tom pejorativo.
Segundo a emissora, a menção a Aline foi apenas uma constatação de um fato “público e verdadeiro”, já que a eliminação de 95% dos votos foi um dado amplamente divulgado. Eles também mencionaram que ela “vive e trabalha em São Paulo, também fato público, verdadeiro e sem qualquer juízo negativo de valor, o que afasta algum tipo de conotação negativa“.
Aline Cristina permanece como a participante anônima mais rejeitada da história do BBB. Na frente dela, estão apenas famosos, como Viih Tube, Nego Di e Karol Conká, que participaram da edição de 2021. Fora da casa, Aline passou a ser alvo de ameaças e se viu obrigada a mudar de cidade para tentar retomar sua vida no anonimato.
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