Marina Ruy Barbosa se abriu sobre interpretar Suzane von Richthofen em “Tremembé”, nova série da Prime Video. Em entrevista à revista Ela, do jornal O Globo, ela explicou que aceitou o papel para “fugir do óbvio”, e disse que não teve “contato algum” com Suzane para o desenvolvimento da trama.
Acostumada a fazer ‘mocinhas’, a atriz contou o propósito para entrar de corpo e alma na série, e definiu a sua versão de Suzane – condenada a 39 anos e seis meses pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia, em 2002. “Minha Suzane é extremamente fria, calculista e manipuladora. Minha vontade é mostrar que estou disposta e em busca de projetos inesperados. Quero fugir do óbvio. Desejo surpreender o público, mesmo que isso cause certa estranheza“, ressaltou.
Marina pontuou que sua base foram as pesquisas do roteirista da obra. “É importante deixar claro que não tive contato algum com ela. Estamos falando de uma série de ficção inspirada em histórias reais. Na verdade, a minha base não foi a Suzane e, sim, registros jornalísticos sobre o crime apurados pelo pesquisador Ullisses Campbell. O grande desafio foi deixar fora do set, meus sentimentos, opiniões e pudores“, observou.
Bianca Comparato, que interpreta, na mesma produção, Anna Carolina Jatobá – condenada pelo assassinato da enteada Isabella Nardoni, em 2008 – disse na entrevista que Marina “se desconstruiu”. “Vai ser um crash de imagem ver a princesa que Marina é na pele de Suzane. Marina aparecerá sem maquiagem e com prótese nos dentes“, descreveu.

A artista também foi elogiada pela diretora, Vera Egito, e por Britney, que assina a caracterização da série. “[Ela] age de maneira oposta ao que chamamos de ‘estrelismo’. Chega ao set com tudo estudado, é muito disciplinada. Tem o poder de encantar as pessoas e, como atriz, traz um mistério. Entrega uma atuação realista e consciente“, observou Egito.
Britney, por sua vez, citou a capacidade e a abertura da estrela para se transformar em cena. “Testemunhei sua sensibilidade e dedicação. Estabelecemos uma relação de confiança e de muita troca. Ela é uma líder com afeto“, comentou. Marina atua, pela primeira vez, como produtora associada de “Tremembé”. A produção abordará o dia a dia da penitenciária paulista, que abriga autores dos crimes de maior repercussão do país, e tem estreia marcada para 31 de outubro.
O trabalho desafiador vem após o encerramento de seu contrato de exclusividade com a TV Globo, no ano passado. “Não foi o fim de uma relação e, sim, de uma exclusividade. Hoje posso experimentar novas possibilidades. Enxergar a vida aos 30 anos não se trata de abandonar caminhos, mas de costurar novas camadas à minha trajetória. É como se todas minhas facetas encontrassem um diálogo mais profundo e se entrelaçassem“, refletiu.
Marina ainda estará no filme “Antártida”, da Globo Filmes. No thriller, previsto para ser lançado em 2026, ela interpretará Inês, uma cientista formada em Geologia que estará confinada, com um grupo de cientistas, durante o inverno, na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Porém, tudo muda quando a personagem sofre uma violência sexual. “É importantíssimo falar sobre esse tema, a violência contra a mulher“, destacou.
Para o papel, a estrela platinou os fios e surgiu loura pela primeira vez em maio. “Faz parte do processo, de me libertar de várias caixas. É importante que o mercado veja que estou aí e que posso ser do jeito que precisar“, garantiu. Para a roteirista do filme, Claudia Jouvin, a atriz “faz tudo muito bem“. “E ainda fala baixo, transborda doçura, olha no olho, é linda. E, por dentro, tem essa ebulição criativa e o desejo de realizar coisas novas“, completou.
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