O que começou como uma chamada médica aparentemente rotineira em Kansas City, nos Estados Unidos, no último domingo (27), terminou em uma tragédia que abalou os serviços de emergência da cidade. Graham Hoffman, bombeiro paramédico de 29 anos, foi atacado durante um atendimento a uma mulher desorientada que caminhava por uma rodovia. A autora do crime era a paciente que ele tentava ajudar.
Segundo informações divulgadas pelo Daily Mail, a vítima foi esfaqueada no coração por Shanetta Bossell, de 39 anos, dentro da ambulância enquanto a transportava para o hospital. O ataque ocorreu de forma repentina no meio do trajeto. O parceiro de Hoffman, que dirigia o veículo, ouviu os gritos vindo da parte de trás. “Ela me esfaqueou no coração”, teria dito Hoffman, conforme relatado pelo jornal britânico.
Imediatamente, o motorista parou a ambulância. A suspeita, então, tentou tomar o controle do veículo, pulando no baco da frente e tentando fugir. Um policial que seguia o carro conseguiu impedir a fuga, mas só depois de ser mordido por Bossell durante a abordagem. Ele precisou usar uma arma para contê-la.
Graham Hoffman ainda foi levado às pressas ao North Kansas City Hospital por uma segunda ambulância. No entanto, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu na UTI.

Bossell agora enfrenta acusações graves, incluindo homicídio em primeiro grau, uso criminoso de arma, agressão e resistência à prisão. Ela permanece detida sob fiança de 1 milhão de dólares. Segundo o Daily Mail, ainda está em análise a possibilidade de solicitar prisão perpétua sem liberdade condicional ou até mesmo a pena de morte.
O caso abalou os moradores de Kansas City. Hoffman era conhecido por seu compromisso coma comunidade desde que ingressou no Corpo dos Bombeiros local, em 2022. “Com apenas 29 anos, Graham incorporou a melhor qualidade de Kansas City – serviço altruísta para os outros. O fato de ele ter sido tirado de nós enquanto trabalhava para salvar vidas torna essa perda ainda mais dolorosa. Este ato sem sentido nos lembra dos perigos que nossos socorristas enfrentam todos os dias“, declarou o prefeito Quinton Lucas.
A prefeitura disponibilizou apoio psicológico aos integrantes do Corpo de Bombeiros, profundamente abalados pela perda. Por meio de uma postagem no Facebook, colegas de trabalho de Hoffman usaram a conta do batalhão para prestar homenagem e desabafar sobre o ataque que culminou na morte do paramédico.
“Hoje, o KCFD lamenta a perda de um irmão. A cidade perdeu um servidor. Uma namorada perdeu seu melhor amigo. Os pais perderam um filho. Mas por quê? Não foi um câncer, um incêndio ou um acidente estranho. Foi violência. Violência evitável. É o ponto culminante de uma cultura que há muito tempo está enraizada na comunidade de saúde. Uma cultura de desrespeito, desconsideração e ódio contra aqueles que não fizeram nada mais do que prestar um juramento de ajudar vizinhos e estranhos. É uma cultura que resultou em inúmeros ferimentos e, agora, em outra morte”, diz a nota.
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