Alunos de Idaho: Irmã de vítima lê carta para assassino no tribunal, e trecho viraliza: “Sabia exatamente o que dizer para um sociopata”; assista

Os assassinatos aconteceram em novembro de 2022, nos Estados Unidos

Bryan Kohberger Idaho assassinatos

Durante a audiência de Bryan Kohberger, nesta quarta-feira (23), um vídeo chamou atenção nas redes sociais. A gravação mostra o momento em que Alivea Goncalves, irmã de Kaylee Goncalves, uma das vítimas, lê uma carta diretamente ao réu. O trecho viralizou no TikTok, com mais de 19 milhões de visualizações e 2,5 milhões de curtidas. Kohberger foi condenado por matar quatro estudantes da Universidade de Idaho.

“A verdade é que estou com raiva. Todo dia estou com raiva. Fico gritando dentro da minha própria cabeça tudo o que eu gostaria de poder te dizer. A verdade sobre mim é que, quando ouvi a notícia, não chorei. Eu escutei por eles [as vítimas]. Prometi que choraria, que lutaria por eles, que estaria presente não importasse o custo para mim. Jurei que nunca deixaria que eles se sentissem sozinhos”, começou. As vítimas fatais de Kohberger foram Madison Mogen, 21 anos; Kaylee Goncalves, 21; Xana Kernodle, 20; e Ethan Chapin, 20.

Em seu depoimento, Alivea não poupou críticas a Bryan: “Ninguém tem medo de você hoje. Ninguém se intimida com você. Ninguém está impressionado com você. Ninguém acha que você é importante. Você arquitetou tudo isso como se achasse que era Deus. Você passou meses se preparando, e mesmo assim, tudo o que foi preciso foi minha irmã e uma bainha [da faca, onde encontraram o DNA de Kohberger]. Você se esforça tanto pra parecer perigoso, mas o verdadeiro controle não precisa se provar“.

“Você não venceu. Só se expôs como o covarde que é. Um perdedor delirante, patético e hipocondríaco, que achava que era muito mais inteligente do que todo mundo”, disse em outro trecho.

Dylan Mortensen, Kaylee Gonçalves, Madison Mogen, Ethan Chapin, Kernodle e Bethany Funke. (Foto: Arquivo pessoal)

A irmã da vítima aproveitou o momento para expressar toda a revolta que sente pelo réu confesso: “A verdade é que a parte mais assustadora sobre você é o quão dolorosamente medíocre você acabou sendo. A verdade é que você é burro como poucos. Estúpido, desajeitado, lento, descuidado, fraco, imundo”. 

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Em seguida, ela deixou claro que o crime brutal não deu ao acusado nenhum tipo de relevância. “Deixe-me ser bem clara: nunca tente se convencer de que teve alguma importância só porque alguém finalmente disse o seu nome em voz alta. Eu enxergo você. Você quer a verdade? Aqui vai a que mais vai odiar: se você não tivesse atacado eles enquanto dormiam, no meio da noite, como um pedófilo, a Kaylee teria acabado com a p*rra da sua cara”, concluiu. Assista:

Nas redes sociais, milhares de pessoas reagiram ao discurso de Alivea, que foi descrito como corajoso, poderoso e necessário. “Ela falou alto e com clareza, foi fantástica”, escreveu uma usuária. “Esse talvez seja o vídeo mais satisfatório que já assisti”, disse outra. Houve ainda quem destacasse trechos específicos da fala, como: “Agora olha pra você, implorando”. “Ah, ela fez a lição de casa. Essa mensagem é poderosa”, comentou um perfil. “E ela nem gaguejou“, elogiou outra.

O depoimento de Alivea viralizou nas redes sociais. (Foto: Reprodução/TikTok)
A web elogiou a postura da irmã de Kaylee. (Foto: Reprodução/TikTok)

Outros internautas destacaram o impacto psicológico das palavras dirigidas ao réu. “Derrubando um narcisista usando o próprio ego contra ele”, comentou uma seguidora. “Essa garota sabia exatamente o que dizer para atingir um sociopata. Icônico. Boa para ela”, escreveu outro. “Tenho certeza que ele ficou irritado”, disse uma pessoa. E um usuário resumiu o sentimento geral: “Ah, ela entende de psicologia”. 

“Tenho certeza que ele ficou irritado”, disse um usuário. (Foto: Reprodução/TikTok)

No dia 2 de julho, Bryan confessou os assassinatos durante uma audiência no tribunal. Na manhã desta quarta-feira (23), ele foi condenado à prisão perpétua. O autor dos crimes também não terá direito à liberdade condicional.

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O juiz Steven Hippler condenou Bryan a dez anos de prisão pela acusação de roubo, além de impor uma multa de US$ 50 mil (cerca de R$ 275 mil) pelo mesmo crime. Já pelos homicídios, ele deverá pagar uma multa de US$ 50 mil por cada vítima, além de uma penalidade civil de US$ 5 mil (mais de R$ 27 mil) a ser paga para cada uma das famílias dos estudantes assassinados.

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Bryan Kohberger confessou os assassinatos dos quatro estudantes em Idaho, nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação/Monroe Co. Correctional Facility)

Poucas semanas antes do início do julgamento, Bryan aceitou um acordo judicial que retirava a possibilidade de pena de morte, desde que ele se declarasse culpado pelos quatro assassinatos. Como parte do acordo, ele também abriu mão do direito de recorrer da decisão.

Relembre o caso

Bryan Kohberger foi preso em 30 de dezembro de 2022, acusado de matar a facadas Kaylee, Ethan, Xana, e Madison. O crime ocorreu em 13 de novembro do mesmo ano. No dia, a polícia recebeu um chamado envolvendo um “indivíduo inconsciente”. 

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Todas as vítimas eram alunas da Universidade de Idaho, e estavam numa casa em uma vizinhança próxima da caixa d’água estampada com o logo da instituição. Segundo o The New York Times, a cidade, que tem cerca de 25 mil habitantes, não registrava um assassinato desde 2015.

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Os quatro amigos foram encontrados mortos em cena de crime brutal, numa casa próxima ao campus. (Fotos: Reprodução)

À Fox News, um policial revelou o cenário assustador que foi encontrado na residência em que o crime aconteceu. O sangue das vítimas chegou a descer pela parede, pingando no quarto do primeiro andar. Foi possível ver o líquido escorrendo até mesmo do lado de fora da casa, na parte dos fundos. “Foi uma cena muito sangrenta no lado de dentro”, afirmou o agente. (Alerta: imagens fortes!) Veja as fotos, clicando aqui.

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Horas antes do assassinato brutal, o casal Ethan e Xana estava numa festa no campus, enquanto Kaylee e Madison foram até um bar no centro da cidade. As duas meninas, inclusive, foram registradas pelas câmeras de segurança. Todos eles voltaram para a casa após 1h45 da manhã.

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