O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (28) que “nunca teve o privilégio” de visitar a ilha de Jeffrey Epstein. Promotores afirmam que o bilionário usava o local para encobrir o tráfico sexual e o abuso de vítimas menores de idade. A fala veio após o jornal “Wall Street Journal” publicar uma reportagem que revelou que o departamento de Justiça dos EUA avisou Trump em maio de que seu nome aparecia nos arquivos do empresário.
“Nunca tive o privilégio de ir à ilha dele e recusei. (…) Em um dos meus melhores momentos, recusei. Eu não queria ir para a ilha dele”, disse o chefe de Estado em viagem à Escócia. Trump também apontou o motivo para ter colocado um ponto final na amizade com Epstein. Segundo o presidente, o empresário tentou recrutar funcionários que na época trabalhavam para ele.
“Ele contratou ajudantes [de Trump]. E eu disse: ‘Nunca mais faça isso’. Ele roubou pessoas que trabalham para mim (…) Ele fez isso de novo. E eu o expulsei do cargo, ‘persona non grata’.”, afirmou. Na semana passada, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, disse que Trump havia rompido relações com Epstein por considerá-lo um “esquisito”. Assista aos vídeos abaixo:
🚨MAJOR BREAKING: In the most disgusting moment of his presidency, Trump says he “never had the ‘privilege’ of going to Epstein Island.”
NEVER HAD THE PRIVILEGE?
There is no coming back from this.
Anyone who supports him now is as disgusting as he is.— CALL TO ACTIVISM (@CalltoActivism) July 28, 2025
🚨Trump finally addresses the “inappropriate” thing Epstein did for him to never speak with him again: It was that he stole people who worked for him.
THAT was the dealbreaker? Not the rape, not the trafficking, not the kids.
This man is depraved. pic.twitter.com/ugSTcH0ELK
— CALL TO ACTIVISM (@CalltoActivism) July 28, 2025
Entenda o caso
Em fevereiro, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou uma série de documentos da investigação envolvendo Epstein. O empresário foi acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade e de operar uma rede de exploração sexual. Ele foi detido em julho de 2019 e tirou a própria vida cerca de um mês depois dentro da prisão.
Na época, a procuradora-geral de Trump, Pam Bondi, chegou a afirmar que uma lista de clientes de Epstein estava em sua “mesa para ser revisada”. Em junho, Elon Musk fez o caso voltar à tona ao apontar que Trump estaria ligado ao escândalo sexual. Segundo o dono da Tesla, o presidente dos EUA seria citado nos documentos e por isso os arquivos ainda não tinham sido divulgados ao público.
No dia 7 de julho, o Departamento de Justiça e o FBI afirmaram que, após uma “revisão exaustiva dos registros investigativos relacionados a Jeffrey Epstein”, não foi encontrada a suposta lista de contatos. A existência do documento era defendida por teorias conspiratórias que circulam há anos nas redes sociais.

“Essa revisão sistemática não revelou nenhuma ‘lista de clientes’ incriminadora. Também não foram encontradas evidências credíveis de que Epstein tenha chantageado indivíduos influentes como parte de suas ações. Não descobrimos evidências que justificassem a abertura de investigação contra terceiros que não foram acusados”, declarou.
Trump e Epstein foram amigos entre as décadas de 1990 e 2000. O nome do presidente chegou a aparecer em registros de voos ao lado do empresário em 1994.
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