A irmã de Daiane Alves Souza se manifestou após a corretora ter sido encontrada morta nesta quarta-feira (28). Em entrevista à TV Anhanguera, Fernanda Alves Souza afirmou que o síndico Cléber Rosa de Oliveira matou a mulher por ódio devido a diversos confrontos.
Segundo Fernanda, a motivação do crime estaria ligada à postura autoritária do síndico dentro do condomínio onde Daiane morava e administrava imóveis da família. De acordo com ela, Cleber não aceitava ser contrariado e transformava em inimigo quem não seguia suas ordens. “O motivo pelo qual ele matou a Daiane foi ódio”, afirmou.
“Ele é uma pessoa que ou você faz o que ele quer, ou você se torna inimigo dele. E a Daiane nunca aceitou as imposições dele. Ele queria mandar no que era nosso, ele quer mandar no que é de todo mundo lá naquele condomínio. O motivo pelo qual ele matou a Daiane foi ódio”, completou.
A família ainda relatou que o histórico de conflitos entre os dois já havia sido levado à Justiça. Ao todo, existem 12 processos contra o síndico, incluindo uma ação por lesão corporal registrada em maio de 2025. Nesse episódio, Cleber é acusado de ter dado uma cotovelada em Daiane durante uma discussão sobre o desligamento da energia elétrica no prédio. Fernanda também citou ações por perseguição movidas pela irmã ao longo dos últimos meses.
Assista:
Irmã de corretora morta diz que vítima não aceitava ordens de síndico pic.twitter.com/9fahlorelC
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) January 29, 2026
Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), as desavenças começaram em novembro de 2024, quando ela alugou um de seus apartamentos, no condomínio, para duas famílias. O número, no entanto, ultrapassou o limite máximo permitido de hóspedes por unidade no condomínio, o que desencadeou as perseguições.

Daiane Alves Souza desapareceu na noite de 17 de dezembro, quando desceu até o subsolo do Edifício Ametista Tower, localizado dentro do Residencial Golden Thermas, onde mora e administrava seis imóveis da família. A filha dela, de 17 anos, morava com a corretora, mas não estava no prédio no dia do desaparecimento.
Na noite em que desapareceu, Daiane enviou um vídeo para uma amiga dizendo que a energia de seu apartamento havia sido desligada. Segundo a família, as quedas de energia eram frequentes e provocadas propositalmente. Ela filmou todo o seu trajeto até o subsolo para tentar restabelecer a energia, mas não foi mais vista nos dias posteriores.
Cléber e o filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos nesta quarta-feira (28), 41 dias após o desaparecimento de Daiane. Em seu depoimento, Cléber afirmou que matou Daiane depois de uma discussão “acalorada” no subsolo do prédio, no dia 17 de dezembro de 2025, quando ela foi vista pela última vez. Ele contou que discutiu com a vítima no local e, em meio à briga, cometeu o homicídio.
Após a prisão do síndico, o apartamento dele e áreas comuns do condomínio onde Daiane foi morta foram alvo de vandalismo. Veja os vídeos, clicando aqui.
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