Neste sábado (31), novas imagens do caso do cachorro Caramelo vieram à tona. Os registros, obtidos pela repórter Patricia Calderón, do portal Leo Dias, mostram o momento em que adolescentes pegam o animal para arremessá-lo no mar. Ao veículo, o delegado responsável pela investigação deu detalhes sobre o episódio.
Caramelo era companheiro de Orelha, cão que foi morto brutalmente por jovens, e também vivia nas ruas. Nas imagens, é possível ver o grupo de jovens capturando Caramelo. Confira:
🚨EXCLUSIVO🚨
Veja o exato momento em que adolescentes pegam o cão Caramelo para afogá-lo no marLeia a matéria completa: https://t.co/EnRVgrBcc6 pic.twitter.com/8VqSy7zyJj
— LeoDias 🍿 (@euleodias) January 31, 2026
O delegado Renan Balbino, da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) de Florianópolis, deu mais detalhes sobre o andamento das investigações. Segundo ele, os suspeitos dos maus-tratos contra Orelha e Caramelo pertencem a famílias de classe média alta de Santa Catarina.
Além das imagens divulgadas, Balbino afirmou que existe um segundo registro em que quatro adolescentes arremessam Caramelo por cima da grade de um condomínio. A agressão teria ocorrido duas vezes na mesma noite. Há ainda imagens que mostram o grupo correndo pela praia com o animal no colo.
Embora o momento exato da tentativa de afogamento não tenha sido registrado em vídeo, o delegado revelou que o crime foi presenciado por uma testemunha. “Essa parte não aparece na imagem, mas tem uma testemunha ocular que viu eles jogando o Caramelo no mar”, afirmou.
Durante a apuração, um dos suspeitos foi descartado como infrator e passou à condição de testemunha. “Um dos adolescentes que apareceu naquela lista já foi descartado. Ele comprovou que não estava na Praia Brava durante a prática dos atos, não aparece em nenhuma imagem e não foi citado em nenhum depoimento. Por isso, a gente alterou a natureza dele de adolescente investigado para testemunha”, explicou o delegado.
Balbino destacou ainda que o mesmo grupo investigado pelas agressões a Caramelo também é alvo da apuração pela morte do cão Orelha. Ao portal Leo Dias, ele confirmou que, até o momento, não há imagens do assassinato. “O caso Orelha não tem foto nem vídeo. Por isso, todos os adolescentes que estiveram na região na época dos fatos são investigados”, disse.
O delegado ressaltou que a investigação é mais ampla do que o que circulou nas redes sociais e não se restringe aos nomes divulgados: “A nossa apuração não se limita àqueles quatro que saíram naquela lista. Aquela divulgação foi irresponsável”.
Por fim, Balbino negou qualquer ligação do caso com a plataforma Discord. “Eu já investiguei situações de maus-tratos transmitidos ao vivo por essa plataforma, inclusive com internação de adolescente, mas aqui não há qualquer ligação”, reforçou.
Após a repercussão do caso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas dos adolescentes suspeitos e também na residência de um adulto que teria ameaçado testemunhas. Celulares e computadores foram recolhidos e encaminhados para perícia.
