O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou imagens do cadáver de Jeffrey Epstein. As investigações ainda trouxeram novos detalhes sobre a morte do financista, como tentativas anteriores de suicídio. Em uma delas, ele ainda teria acusado um colega de cela para despistar sobre o que realmente teria acontecido.
Acusado por exploração sexual e tráfico de menores, Epstein foi preso em 6 de julho de 2019 e estava no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. No dia 10 de agosto do mesmo ano, ele foi encontrado morto em sua cela, aos 66 anos. Contudo, o financista já havia sido condenado a 13 meses de prisão por abusar de uma menina de 14 anos e foi inserido na lista de criminosos sexuais do país.
As imagens divulgadas pelo governo dos EUA mostram Epstein em uma maca, usando apenas uma cueca laranja, sendo atendido por paramédicos logo após sua morte. Em uma das fotos, também é possível ver seu pescoço machucado. O hugogloss.com, entretanto, não irá reproduzi-las.
Os registros marcam 6h49 (horário local), cerca de 16 minutos depois dele ter sido encontrado inconsciente em sua cela. O local onde as fotos foram tiradas não está claro, mas Epstein foi transportado para o Hospital Beekman, em Nova York, às 6h39, onde teve seu óbito declarado. A autópsia foi feita horas depois e apontou enforcamento.
Conforme a BBC, no dia 23 de julho de 2019, Epstein cometeu sua primeira tentativa de suicídio. Semanas antes, a equipe do presídio foi instruída a notificar o psicólogo de plantão e colocar o criminoso sob vigilância para que ele pudesse ser analisado completamente sobre o risco.
Nos relatórios, Jeffrey havia negado qualquer tendência suicida e disse aos profissionais que não tinha histórico de problemas psicológicos. No dia 25, ele alegou estar “muito envolvido” no seu caso, argumentando que tinha uma vida e queria vivê-la. Outros documentos divulgados mostram que o diretor da prisão aconselhou que Epstein não fosse alojado sozinho, destacando a necessidade de “verificações a cada 30 minutos” em sua cela e de “rondas sem aviso prévio”.
Nesta primeira vez, o financista acusou seu companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, de tentativa de assassinato. O preso, no entanto, relatou que estava dormindo no momento e, quando acordou, viu Epstein com um fio em volta do pescoço.
Em 10 de agosto, o bilionário tirou a própria vida. As investigações apontaram que na noite anterior, os guardas prisionais também não realizaram as rondas programadas para as 3h e 5h, conforme mostram os documentos da prisão. Além disso, o sistema de câmeras da unidade também estava inoperante.
O corpo de Jeffrey só foi descoberto durante uma verificação matinal realizada pelos funcionários. Um dos agentes carcerários, inclusive, teria entrado em desespero ao descobrir a tragédia. “Cometemos um erro”, falou, à época.

Já o Mirror informou que o médico legista que realizou a autópsia explicou ao Gabinete do Inspetor-Geral (OIG) que os ferimentos de Epstein “eram compatíveis com suicídio por enforcamento e que não havia evidências de ferimentos defensivos que seriam esperados caso sua morte tivesse sido um homicídio”.
“Epstein não apresentava marcas nas mãos, unhas quebradas ou detritos sob elas, contusões nos nós dos dedos que pudessem indicar uma briga, ou, além de uma abrasão no braço provavelmente causada por convulsões devido ao enforcamento, hematomas no corpo”, declarou, por fim.
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