A conduta do delegado-geral Ulisses Gabriel será apurada pelo Ministério Público de Santa Catarina. De acordo com o g1, a intenção é avaliar se há necessidade da instauração de um inquérito civil ligado à investigação do caso Orelha. Após a divulgação do procedimento, o agente se pronunciou. O MP também pediu exumação do corpo do cãozinho para perícia.
De acordo com o portal, o MP recebeu diversas representações questionando a conduta de Ulisses no caso que apura a morte do cão comunitário, ocorrida no início de janeiro. O procedimento funciona como uma investigação preliminar e tem o prazo de 90 dias para ser concluído.
Segundo órgão, a análise busca verificar se houve abuso de autoridade, violação de sigilo funcional ou ato de improbidade administrativa. O foco está em “revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco a segurança da sociedade e do Estado”.
Caso sejam identificados indícios consistentes, o procedimento pode evoluir para a abertura de um inquérito civil e, na ausência de provas, o caso é arquivado.
Em resposta ao portal NSC, Ulisses afirmou que não foi notificado oficialmente sobre o procedimento. “Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação”, ressaltou. Em uma declaração anterior nas redes sociais, o delegado-geral já havia dito que não preside o inquérito do caso Orelha e que respeita o trabalho dos delegados responsáveis.

O MP também determinou novas diligências no inquérito principal do caso Orelha. A Polícia Civil recebeu prazo de 20 dias para complementar as investigações sobre uma discussão ocorrida na portaria de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis. O episódio envolve três adultos indiciados por coação no curso do processo e ameaça.
Para o órgão, o material reunido até agora apresenta lacunas que impedem uma conclusão segura. Por isso, foram solicitados novos depoimentos presenciais do porteiro e de um vigilante, além de vídeos que registrem as conversas entre os suspeitos. O objetivo é detalhar o que ocorreu no local e permitir a identificação precisa das pessoas envolvidas.

Relembre o caso
As agressões ao cão ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado à Polícia Civil no dia 16. Orelha foi encontrado por moradores da região ferido e em estado de sofrimento. Ele foi recolhido e encaminhado a uma clínica veterinária, e, no dia seguinte, precisou passar por eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. O laudo da Polícia Científica mostrou que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Saiba detalhes, clicando aqui.
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