Vídeo: Suspeito de estupro coletivo no Rio se entrega e é preso; Justiça toma decisão sobre foragidos

Mattheus Verissimo Zoel Martins se entregou nesta manhã (3)

A Justiça do Rio negou habeas corpus aos foragidos, acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana. Um dos suspeitos já foi detido nesta terça (3).

A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta terça-feira (3), habeas corpus aos foragidos pelo estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana. Segundo informações obtidas pela TV Globo, três dos quatro maiores de idade procurados pelo crime entraram com um recurso para suspender a prisão.

Conforme a emissora, o desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, foi quem indeferiu os pedidos. Pelo caso estar em segredo de justiça, o processo não mostra os nomes de quem solicitou habeas corpus.

Os quatro homens foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. Nesta manhã, um dos suspeitos, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se entregou e foi preso. Ele chegou à 12ª DP (Copacabana) conduzido por policiais, usando um boné e com a cabeça baixa.

Assista:

Os outros três continuam foragidos. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos; e João Gabriel Xavier Bertho, de 19. O menor de idade que atraiu a vítima para o local do ocorrido também é investigado por ato infracional análogo ao crime.

Continua depois da Publicidade

Filho de subsecretário

Vitor Hugo Oliveira Simonin é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. O órgão está vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Nesta segunda-feira (2), a secretária Rosangela Gomes emitiu uma nota nas redes sociais.

Tomei conhecimento das graves denúncias envolvendo o filho do subsecretário Simonin. Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza. Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens. Através do Governo do Estado do RJ, a Secretaria da Mulher já está prestando todo apoio jurídico e psicológico à adolescente e sua família. Deixo aqui minha total solidariedade a esta jovem de 17 anos e à sua família“, declarou.

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo (Foto: Divulgação/Disque Denúncia)

O governo do estado também repudiou o ocorrido. “O Governo do Estado do Rio repudia veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente em um apartamento em Copacabana. A Polícia Civil já concluiu a investigação e identificou os cinco autores dessa barbárie – quatro maiores e um menor de idade, que tiveram as prisões decretadas pela Justiça e estão foragidos. Todas as diligências estão em andamento para localizar e prender os envolvidos“, declarou.

A Secretaria de Estado da Mulher irá prestar todo apoio psicológico à vítima e a sua família. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reafirma seu compromisso inegociável com a proteção da dignidade humana, com o respeito à vida e com a garantia de direitos da população fluminense“, garantiu.

Continua depois da Publicidade

O crime

Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha. Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no sábado (28), quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos.

No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, a vítima foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

A investigação teve acesso às imagens das câmeras do prédio. (Foto: Divulgação/ PCERJ)

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.

Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques