Justiça toma decisão sobre indenizações em caso de “chá revelação de traição” que viralizou no RS

Juiz que analisou o caso também decidiu sobre a queixa de Natália contra o ex

A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de indenização feito pelo homem exposto no vídeo do “chá revelação de traição”, que viralizou nas redes. A decisão também analisou ações da ex-companheira e de uma familiar.

O caso viral de um “chá revelação de traição” no Rio Grande do Sul voltou a ser comentado nas redes sociais após a Justiça do estado negar a indenização por danos morais ao homem exposto no vídeo. Rafael Schemmer, de 34 anos, pedia R$ 100 mil, além da retirada do conteúdo na internet.

De acordo com o g1, a decisão foi tomada pela Vara Judicial da Comarca de Ibirubá, no norte do estado, nesta quinta-feira (5). Rafael processou a ex-companheira, Natália Knak, de 27 anos, e a tia dela, apontada como responsável por filmar o evento que acabou viralizando nas redes sociais. O agricultor alegou que teve a honra, a imagem e a vida privada violadas com a divulgação das imagens.

As duas mulheres negaram responsabilidade pela grande repercussão do conteúdo. Segundo elas, a gravação ocorreu em um ambiente privado, durante um encontro com cerca de 25 familiares e amigos, sem intenção de divulgação em massa. Natália também afirmou que organizou o chamado “chá revelação” em um momento de fragilidade emocional.

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Além de contestar o pedido do agricultor, Natália também entrou com uma ação pedindo indenização de R$ 150 mil por danos morais. Ela alegou ter sofrido emocionalmente após descobrir as traições e afirmou ter enfrentado risco à própria saúde. Já a tia dela solicitou R$ 10 mil, alegando ter sido incluída indevidamente no processo. Os dois pedidos também foram rejeitados pela Justiça.

Ao analisar o caso, o juiz João Gilberto Engelmann reconheceu que Natália e a tia foram responsáveis pela gravação e pelo compartilhamento inicial do vídeo. O magistrado observou que “não há viralização sem captura e compartilhamento primitivo”. Apesar disso, ele entendeu que a situação precisava ser analisada dentro do contexto apresentado no processo, especialmente diante da traição admitida por Rafael.

Mulher expõe traições do marido em frente à família (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Na decisão, Engelmann afirmou que não havia elementos suficientes para caracterizar responsabilidade civil. “A tentativa de instrumentalizar o Poder Judiciário para silenciar a voz de uma mulher que reage a uma situação como a presente no caso concreto, buscando uma inversão dos papéis de vítima e agressor, configura uma forma de revitimização institucional”, definiu o magistrado.

Em nota, a defesa de Natália manifestou “indignação com a parte da decisão que negou qualquer reconhecimento indenizatório a Natália” e declarou que “a conclusão não faz justiça à dimensão real do que Natália viveu”. Já os advogados de Rafael ainda não se pronunciaram. A decisão ainda pode ser contestada.

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Relembre o caso

O exposed ocorreu em 9 de julho do ano passado, na casa dos pais de Schemmer, durante um “chá revelação” do bebê, no município de Quinze de Novembro, a 308 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No vídeo que viralizou na internet, Knak expõe o ex-companheiro na frente de todos os familiares.

Qual é seu filho legítimo e qual é o teu filho com a tua amante? Eu espero que agora, na frente de todo mundo, você fale a verdade e não a historinha que você inventou pra mim“, iniciou. Diante do silêncio de Schemmer, Knak contou que ele tinha uma amante há cerca de um ano. “Joseph Eduardo. É o filho dele com a amante. Jéssica, né? Que você conversa há mais de um ano, e é da zona! Olha que lindo“, ironizou.

Assista ao vídeo:

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