Ex-subsecretário, pai de um dos acusados de estupro coletivo no RJ, é dado como desaparecido pela família: “Meu marido sumiu”

José Carlos Simonin teve exoneração anunciada pelo governo do estado

A família de José Carlos Simonin informou à polícia que o ex-subsecretário do governo do Rio está desaparecido após um possível surto. Segundo a esposa, ele foi visto pela última vez em Copacabana.

A esposa de José Carlos Costa Simonin afirmou que o marido está desaparecido após um possível surto. Simonin é ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo de Cláudio Castro, e pai de Vitor Hugo Simonin, um dos jovens investigados pelo estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, no Rio de Janeiro.

De acordo com o jornal O Globo, a família comunicou o desaparecimento nesta terça-feira (10) e informou que o ex-subsecretário teria sido visto pela última vez no bairro de Copacabana, na Zona Sul da cidade. Como apontou a esposa de Simonin, ele teria desaparecido no início da manhã e pode estar desorientado.

Em declaração ao veículo, a mulher confirmou a situação. “Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizar”, afirmou. A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro dele entre em contato imediatamente.

José Carlos Simonin teve exoneração anunciada pelo governo do estado (Foto: Reprodução/Instagram)

José Carlos Simonin ocupava o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado do Rio de Janeiro. Ele foi exonerado da função no dia 3 de março, após a repercussão do caso envolvendo seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos acusados de participar do crime.

Continua depois da Publicidade

O crime

O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no sábado (28), quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos. Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha.

Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo (Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.

Continua depois da Publicidade

Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques