Ex-subsecretário, pai de um dos acusados de estupro coletivo no RJ, é encontrado, e família atualiza quadro de saúde

José Carlos Simonin foi dado como desaparecido ontem (10) pela manhã

Um grupo de alunos do ITA apresentou um projeto de jogo inspirado no caso Jeffrey Epstein durante uma aula em São José dos Campos. Imagens da apresentação viralizaram nas redes e geraram críticas entre estudantes.

A esposa de José Carlos Costa Simonin afirmou que o marido foi encontrado após passar menos de um dia desaparecido. Simonin é ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo de Cláudio Castro, e pai de Vitor Hugo Simonin, um dos jovens investigados pelo estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Segundo informações divulgadas pela família ao jornal O Globo, Simonin foi localizado nesta quarta-feira (11) e encaminhado para um hospital particular na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a esposa, ele está internado e passa por avaliação médica após apresentar um surto. O ex-subsecretário faz tratamento contra um câncer de pulmão e realiza sessões de quimioterapia.

O desaparecimento havia sido comunicado pela família na terça-feira (10). Na ocasião, parentes procuraram agentes do programa Segurança Presente, em Copacabana, e relataram que o ex-subsecretário havia sido visto desorientado no bairro antes de sumir. Menos de 24 horas depois, a esposa confirmou que ele havia sido localizado, mas não divulgou detalhes sobre as circunstâncias em que foi encontrado.

José Carlos Simonin teve exoneração anunciada pelo governo do estado (Foto: Reprodução/Instagram)

José Carlos Simonin ocupava o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado do Rio de Janeiro. Ele foi exonerado da função no dia 3 de março, após a repercussão do caso envolvendo seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos acusados de participar do crime.

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O crime

O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no sábado (28), quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos. Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha.

Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo (Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.

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Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

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