Morte em Interlagos: Polícia faz novas descobertas em caso de empresário encontrado morto no autódromo

Adalberto desapareceu após participar de um festival de motociclismo e foi encontrado morto três dias depois

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados, apreendeu celulares e ouviu testemunhas no caso da morte do empresário Adalberto Amarilio Júnior, encontrado no autódromo de Interlagos. A investigação segue em andamento.

A polícia de São Paulo apreendeu celulares e ouviu novas testemunhas sobre o caso do empresário Adalberto Amarilio Júnior, que foi encontrado morto em um buraco dentro do autódromo de Interlagos. De acordo com o g1, os agentes cumpriram um mandato de busca e apreensão nesta quinta-feira (26).

A nova etapa da investigação foi conduzida pela Polícia Civil. “O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa cumpriu, nesta quinta-feira (26), mandados de busca e apreensão como parte das diligências referentes à morte de um empresário, ocorrida em junho de 2025. Foram apreendidos aparelhos celulares, que serão periciados. A polícia também ouviu testemunhas na sede do DHPP. Até o momento, não houve prisões. As investigações prosseguem”, disse a corporação.

Relembre o caso

Adalberto desapareceu após participar de um festival de motociclismo realizado no autódromo no dia 30 de maio de 2025. Três dias depois, em 3 de junho, o corpo foi localizado em uma área em obras do complexo, na zona sul de São Paulo. Ele estava dentro de um buraco com cerca de três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro, posicionado de cabeça para baixo.

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Corpo foi encontrado em buraco no autódromo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Uma das hipóteses trabalhadas pelos investigadores é que o empresário tenha se envolvido em uma briga com seguranças do local ao atravessar uma área isolada do autódromo durante o evento.

O laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que o empresário morreu de forma violenta por asfixia. Porém, ainda não foi possível determinar se a causa foi esganadura – já que havia escoriações no pescoço – ou compressão torácica. Uma das hipóteses é que, durante uma briga, alguém possa ter pressionado o tórax da vítima com o joelho.

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Empresário de 35 anos era casado e dono de uma ótica (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A polícia também encontrou sangue no carro de Adalberto, mas o laudo de DNA indicou que o material genético era do próprio homem. Um perfil feminino também foi encontrado na amostra, mas é de uma mulher não identificada. Apesar do laudo não apontar a presença de drogas ou álcool no organismo, um amigo que esteve com Adalberto no autódromo afirmou que os dois consumiram maconha e cerveja.

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