Pai de Henry Borel se pronuncia após Monique Medeiros, mãe do menino, se entregar à polícia no RJ; assista

Monique se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) três dias após o ministro Gilmar Mendes determinar que ela voltasse à prisão

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, se entregou à polícia do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (20). A defesa da professora se pronunciou e rebateu a Justiça. Leniel Borel, pai da criança, também comentou a decisão nas redes sociais.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A professora se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), três dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinar que ela voltasse à prisão. Após o ocorrido, Leniel Borel, pai da criança, se pronunciou nas redes sociais.

No sábado (18), o ministro ainda rejeitou o recurso apresentados pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva. Por volta das 12h, a professora deixou a delegacia e foi para a penitenciária de Benfica, porta de entradas de detentos no sistema prisional do Rio. Apesar da insistência dos jornalistas, ela não concedeu nenhuma entrevista.

Veja:

À mídia que estava no local, a defesa de Monique rebateu a decisão da Justiça. “Primeiro ponto: a prisão da Monique foi reestabelecida com base de uma argumentação genérica. Como eu disse, através de um instrumento errado. Não existe coação de testemunha e é importante que vocês estejam aqui para nos ouvir”, afirmou uma das advogadas.

“A Monique não entrou em contato com nenhuma testemunha. As alegações que juntaram foram inverídicas e se nós pararmos para analisar de um ponto de vista lógico: a quem beneficiaria apagar aquelas mensagens? Porque a testemunha que se diz coagida é a babá, e as mensagens que tinham lá foram trocadas entre Thaynã [Oliveira Ferreira, babá de Henry] e seus familiares, falando sobre as agressões que Jairo [Souza Santos Júnior, ex de Monique] perpetuava”, continuou a profissional.

Continua depois da Publicidade

Em seguida, o outro advogado destacou que Monique é tão vítima quanto seu filho. “A Monique foi vítima tal como o seu filho. Monique quer justiça por Henry. Ela quer que, efetivamente, o culpado pela morte de seu filho pague”, declarou.

Assista à íntegra:

Ainda conforme a defesa, assim que teve conhecimento do mandado de prisão, Monique decidiu se apresentar à polícia. Os advogados seguiram negando qualquer participação dela na morte do filho, ressaltando que a professora era vítima do ex-companheiro, o ex-vereador Jairinho.

Continua depois da Publicidade

Pai de Henry se pronuncia

Em um vídeo no Instagram, Leniel se pronunciou sobre a prisão de Monique. “Graças a Deus Monique está presa. Ela está voltando para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Monique solta é um risco para o processo, para as testemunhas e para a própria busca da verdade. E isso não afronta só a Justiça, mas toda uma sociedade”, declarou.

Ele ainda reforçou que continuará buscando justiça pelo filho. “Henry merece justiça e eu não vou parar, não vou recuar, não vou me calar até que ela seja completa. Deixar alguém solto, colocando em risco o processo e as testemunhas, não é só um erro. É uma afronta à Justiça e toda a sociedade. Seguimos firmes, juntos pelo Henry”, completou Leniel.

Continua depois da Publicidade

Novo julgamento

Em março, o julgamento de Monique e Jairo, padrasto de Henry, foi suspenso após a defesa dele abandonar o Tribunal do Júri. A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou a audiência para 25 de maio e, à época, determinou a soltura de Monique. Na ocasião, a magistrada considerou a manobra da defesa de Jairo “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

Monique e o ex foram presos em abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. A professora chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada devido ao veredito do Supremo Tribunal Federal, em 2023. A criança, de apenas 4 anos, morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio.

Henry Borel Jairinho Monique
Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados pela morte de Henry Borel. (Fotos: Reprodução)

Continua depois da Publicidade

Segundo as perícias realizadas, Henry veio a óbito em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. Embora Monique e Jairo tenham alegado que o menino caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese. O Ministério Público sustenta que a criança foi vítima de agressões de Jairinho, e que Monique foi omissa.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques