Após habeas corpus de MC Ryan SP, Justiça toma decisão sobre MC Poze do Rodo e dono da “Choquei”

Os três eram investigados em suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro

A Justiça Federal concedeu habeas corpus para MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, e outros investigados da Operação Narco Fluxo. O grupo seguirá cumprindo medidas cautelares enquanto a investigação sobre suposto esquema milionário continua.

Após determinar a soltura de MC Ryan SP, a Justiça Federal também concedeu habeas corpus para MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, o dono da página Choquei. Os três estavam presos preventivamente no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. As informações são do portal UOL.

Além do trio, as decisões do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) também beneficiaram o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, além de Diogo Santos de Almeida.

Apesar da revogação das prisões, os investigados terão que cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estão a obrigação de informar endereço atualizado, comparecer a todos os atos do processo e se apresentar mensalmente em juízo para comprovar suas atividades. Eles também não poderão deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial.

A Justiça ainda proibiu MC Poze, Raphael e os demais investigados de deixarem o país sem autorização. Os envolvidos deverão entregar os passaportes, caso possuam o documento.

Justiça de SP toma decisão após prisões de MC Ryan SP, Poze do Rodo e dono da Choquei em caso de lavagem de dinheiro. (Foto: AgNews/Edu Araujo/Gabriel Rangel; Reprodução/Instagram)

Segundo a decisão judicial, ainda não existe denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal contra os investigados. O tribunal entendeu que houve excesso de prazo nas prisões preventivas e ausência de elementos concretos que justificassem a manutenção da detenção.

Mesmo com a decisão favorável, a soltura não deve acontecer imediatamente. As defesas aguardam a expedição dos alvarás de soltura pela 5ª Vara Federal de Santos, prevista para esta quinta-feira (14).

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A operação em questão investiga uma suposta organização criminosa que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, criptomoedas, apostas ilegais e rifas digitais. Segundo a PF, parte dos recursos investigados teririgem no tráfico internacional de drogas.

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