Juliette faz discurso firme ao vivo e viraliza na web: ‘Resposta para Juliano Cazarré’; assista

As falas da apresentadora ocorrem após o ator afirmar que “mulheres matam mais que os homens”

Juliette Freire comentou no "Saia Justa" sobre feminismo, machismo e violência contra mulheres após falas recentes de Juliano Cazarré repercutirem nas redes. Ela defendeu o movimento e os internautas reagiram na web.

Juliette Freire fez um discurso sensato sobre a importância do feminismo, nesta quarta-feira (13), durante o “Saia Justa”. As falas da apresentadora ocorrem após Juliano Cazarré afirmar no “GloboNews Debate” que “mulheres matam mais que os homens”, e foram vistas pelos internautas como uma resposta para o ator.

A campeã do “BBB 21” explicou por que o feminismo é um “reflexo” do machismo. “O feminismo não é uma opressão ao masculino. O feminismo é um aliado. Ele liberta também o masculino, o feminino sem dúvida, mas também o masculino de amarras, de forjas, de lugares que se mostram falidos, não se sustentam a longo prazo“, declarou.

O reflexo do índice de feminicídio, da violência, dessa posse sob a vida das mulheres, não é um reflexo do feminismo, é um reflexo do machismo. Há uma tendência a culpar. ‘Ah não, essa crise do masculino é uma resposta ao feminismo’. Não, é um reflexo do machismo. E existe um esforço tão grande em vitimizar o masculino, mas as verdadeiras vítimas são as mulheres“, destacou.

Juliette também falou sobre o movimento misógino chamado “Red Pill”, no qual homens abordam ideologias contra as mulheres em seus discursos. “Sabe qual é a diferença do ‘Red Pill’ para esses movimentos conservadores? É que o ‘Red Pill’ mata mulheres porque elas soam como ameaça, elas são ruins, más, manipuladoras. E os conservadores matam porque elas desobedecem. No final das contas, as vítimas são as mulheres. Então, está na hora de entender o feminismo como aliado, não como inimigo. Já deu, não cola mais esse papo“, finalizou.

Assista:

Nas redes sociais, internautas afirmaram que as falas de Juliette foram uma resposta para as recentes declarações de Cazarré na mesma rede de televisão. “Juliette sendo extremamente sensata ao falar sobre feminismo após Juliano Cazarré ter afirmado recentemente, na GloboNews, que mulheres ‘matam mais que homens’“, comentou um no X (antigo Twitter). “Claramente uma resposta para o Juliano Cazarré“, escreveu outra.

A Juliette perdeu uma amiga por feminicídio recentemente e tendo que desenhar o básico“, lembrou outro usuário. “Ela sempre arrasando nas falas. Sempre sendo necessária demais“, escreveu mais um. “O feminismo nunca matou ninguém. O machismo mata diariamente“, opinou outro. “Adoro ouvir uma mulher inteligente falando sem medo“, elogiou mais um.

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Declaração de Cazarré

O discurso de Juliette vem após a participação de Cazarré no “GloboNews Debate” na terça-feira (12). O ator chegou a dizer que “as mulheres matam mais que os homens” e apresentou dados distorcidos para justificar seu argumento. No entanto, ele foi rebatido ao vivo pelo consultor Ismael dos Anjos. A psicanalista Vera Iaconelli e a jornalista Julia Duailibi também participaram da conversa. Na ocasião, Cazarré comentava sobre a onda de violência no país, nos últimos anos.

Eu acho que grande parte desse drama que a gente vive, essa onda de violência, que não é só contra as mulheres. O Brasil é um país violento contra homens, negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais mata no mundo“, observou. “Mas não mata democraticamente“, salientou Julia. Apesar da interrupção, o ator seguiu com seu ponto de vista, mas surpreendeu com o comentário. “Não. Mata muito homem, né? Inclusive, mais mulheres mataram homens, do que homens mataram mulheres“, soltou.

Para tentar endossar o argumento, o artista trouxe dados manipulados ao debate. “Tem 2.500 homens assassinados por mulheres, no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens. Mas eu não estou fazendo vitimismo aqui“, citou. “Eu não conheço esse número. É curioso“, reagiu Vera. De pronto, Ismael desmentiu Cazarré. “Não. A gente teve 1.500 feminicídios, é diferente. É importante distinguir. Feminicídio é um tipo de crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher. Então ela é morta porque não aceitou uma separação, porque esse marido quer o controle sobre o corpo dela. Não quer dizer que foram só 1.500 mulheres mortas não, tá? Foram muito mais“, corrigiu.

Relembre:

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