The Boys: Showrunner explica mortes, reviravolta em batalha final e destinos dos personagens no último episódio

Showrunner de “The Boys” comentou sobre as mortes, a batalha final e o futuro da franquia

Eric Kripke revelou, em entrevista ao Deadline, detalhes sobre o desfecho de “The Boys”, incluindo decisões criativas do episódio final, bastidores da reta final da série e pistas sobre o futuro da franquia e possíveis conexões com “Gen V”.

[Alerta spoiler! Esta matéria contém informações do último episódio de “The Boys”] O episódio final de “The Boys” foi liberado na madrugada desta quarta-feira (20), e, em entrevista ao Deadline, o criador e showrunner Eric Kripke explicou as escolhas por trás do desfecho da série do Prime Video. Ele detalhou a construção de uma batalha entre os protagonistas, planejada desde o começo da trama, a catarse de Kimiko (Karen Fukuhara) e os destinos de antagonistas como Capitão Pátria (Antony Starr) e Profundo (Chace Crawford).

Após cinco temporadas, a série chegou ao fim com a tão esperada morte do Capitão Pátria. Antes disso, o personagem perde seus poderes depois de Kimiko lançar sua explosão radioativa caseira, em uma verdadeira catarse após a morte de Francês (Tomer Capone). “Era muito importante para nós que o Capitão Pátria pelo menos experimentasse um pouco de inércia”, explicou o showrunner, que não quis manter o vilão vivo por acreditar que ele encontraria facilmente uma forma de recuperar suas habilidades.

Ele não pode sair daquela sala vivo, mas podemos passar um tempo com ele sem poderes para realmente revelar o que todos vêm dizendo durante toda a temporada: ‘Tire seus poderes e você não é nada’. E ele é tão covarde, chorão e patético como a maioria dos homens fortes quando seus poderes são removidos e eles se deparam com a morte iminente; raramente lidam com isso com bravura”, pontuou Erik.

Grupo de Billy Bruto (Karl Urban) no velório de Francês (Tomer Capone) (Foto/Reprodução/Prime Video)

Mas o ponto alto do episódio final, para o criador, foi a batalha secreta entre Hughie (Jack Quaid) e Billy Bruto (Karl Urban). Apesar do conflito entre os dois se intensificar ao longo da temporada, uma luta até a morte não era exatamente o que os fãs esperavam, mas já estava nos planos da equipe desde o início. “Essa era praticamente a única coisa que sabíamos que faríamos desde o começo”, contou.

Para mim, minhas cenas favoritas do episódio e da temporada estão entre as melhores, porque, da perspectiva do roteirista, foi muito gratificante reunir as tramas que vínhamos construindo há sete anos. É realmente o coração emocional da série, o relacionamento entre os dois, em muitos sentidos, então foi muito gratificante poder finalmente concluir essa história”, acrescentou Kripke.

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O criador também celebrou o final feliz de Hughie e Annie January (Erin Moriarty), apesar de revelar que parte do público torcia por um desfecho diferente. “Eu sempre disse que a série é esperançosa, e isso transparece, apesar de uma quantidade incrível de sacrifícios, uma quantidade incrível de fracassos, mas se você se levantar todas as vezes, você pode encontrar uma vida que valha a pena viver. E não vai ser perfeita”, avaliou.

Profundo, por outro lado, não teve a mesma sorte que o casal e pagou o preço por todas as decisões erradas que tomou ao longo da série. Erik revelou, inclusive, que Chace Crawford, intérprete do personagem, ficou surpreso por ter “sobrevivido por tanto tempo”: “Eu falei: ‘Você vai morrer no episódio 8. Desculpa, cara, mas o Profundo acabou’. E ele simplesmente respondeu: ‘Eu cheguei até o episódio 8, cara!’. Ele estava tão animado por ter sobrevivido até lá”.

Hughie (Jack Quaid) e Annie (Erin Moriarty esperam primeiro filho (Foto/Reprodução/Prime Video)

Kripke também contou que a imagem em que segura um balde de pipoca retratando o personagem se afogando pode, sim, ser considerada um spoiler, agora que o “rei dos sete mares” se foi. “Bem, agora é. Tipo, agora, sempre que alguém me pergunta, eu digo: ‘Sim, claro, era óbvio que era isso que estávamos fazendo’. Mas não, não, não, aquilo era só o Profundo sendo o Profundo”, brincou.

Erik Kripke, showrunner de “The Boys” (Foto/Reprodução/Instagram)

O showrunner comentou ainda sobre as especulações de uma sátira envolvendo Elon Musk. O personagem apresentado como o homem mais rico do mundo e um astronauta, logo foi apontado como uma referência ao bilionário. “O que te fez pensar que era Elon Musk?”, ironizou ele. “Foi só um pequeno detalhe, mas apenas uma última pequena sátira antes do fim da série”, explicou.

Personagem bilionário no episódio final de “The Boys” – (Foto/Reprodução/Prime Video)

Por fim, Erik fez mistério sobre o futuro da franquia, além da possibilidade de trazer de volta alguns personagens e histórias de “Gen V”. Inicialmente, ele se limitou a dizer “sem comentários”, mas afirmou que ainda guarda alguns truques na manga. “Acho que o que vimos do Soldier Boy, do encontro com o Bombástico e de algumas referências a outros Supers originais é praticamente a única preparação que estamos fazendo”. O spin-off “Vought Rising”, que acompanha a criação dos super-heróis e Soldier Boy, tem previsão de estreia para 2027 no serviço de streaming.

Vale lembrar que, antes dos dois episódios finais serem divulgados, o showrunner já havia se pronunciado sobre as críticas de que a série estaria “enrolando a trama”. Na ocasião, ele garantiu que estava aprofundando os personagens antes do grande desfecho. “Estou recebendo muita insatisfação online, para dizer o mínimo. E eu penso: ‘O que vocês esperam? Esperam uma grande cena de batalha em cada episódio?‘”, disse Erik.

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