Deolane Bezerra é presa em SP; operação investiga suposta ligação com o PCC

Deolane foi detida em operação que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC)

Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil. Intitulada Vérnix, a operação investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o g1, os agentes também cumprem outros cinco mandados de prisão preventiva, um deles contra Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que já está preso, além de ordens de busca e apreensão.

Segundo o MP, Deolane estaria envolvida com transações para a família de Marcola. Ela teria usado as próprias contas para transferir dinheiro de uma transportadora de cargas que, por sua vez, lavava dinheiro para os parentes dele. A empresa possui sede em Presidente Venceslau (SP) e seria controlada pela cúpula da facção criminosa, considerada a maior do país.

A influencer ainda teria usado de sua fama e poder aquisitivo para mascarar as transações de altos valores, como apontou a investigação. A polícia também pediu o bloqueio de veículos avaliados em R$ 8 milhões e a obstrução de mais de R$ 357,5 milhões nas contas dos investigados na operação de hoje.

Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20). Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na casa dela, em Barueri, e em outros endereços ligados a ela. Dez viaturas cercaram a mansão da influencer, localizada em um condomínio de luxo na região de Alphaville.

Veja:

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O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, que é considerado um filho de criação por Deolane, e um contador são alvos de busca e apreensão. Foram presos na operação, Everton de Souza, o “Player”, indicado como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que está em Madri, na Espanha.

Everton, inclusive, aparece nas mensagens interceptadas durante a investigação dando orientações sobre distribuição de dinheiro da transportadora de cargas controlada pela família de Marcola e indicando contas de destino.

Alejandro Camacho, o “Júnior”, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho também entraram na lista de alvos. O segundo estaria na Bolívia, conforme a polícia. Os dois são irmão e sobrinho de Marcola, respectivamente. Marcola e Alejandro estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e serão comunicados sobre a nova ordem de prisão preventiva.

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Ao g1, o advogado de Deolane, Luiz Imparato, disse que está se “inteirando dos fatos”. Bruno Ferullo, que defende Marcola, também afirmou que ainda vai se inteirar do caso. Até o momento, a defesa dos demais não se pronunciou.

Já a transportadora citada na operação é vizinha do presídio de Presidente Venceslau. A suspeita do MP-SP é de que os chefões máximos do PCC tenham constituído a empresa como forma de lavar dinheiro do tráfico de drogas. A segunda hipótese é que o local foi usado como estratégia para uma possível ação de resgate de presos na P-2 de Venceslau.

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Irmã de Deolane se pronuncia

Após a notícia da prisão, a irmã de Deolane, Daniele Bezerra, se pronunciou e classificou como injusta, a ação policial. “Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades, e manchetes em condenações. A prisão de Deolane, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos”, declarou a também advogada.

Ela salientou que a Justiça não possui provas sobre o envolvimento de sua irmã em qualquer ato ilícito. “Acusar é fácil, difícil é provas. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e condena perante a opinião pública. Para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave”, destacou.

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“Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social. Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques”, observou Daniele.

Por fim, ela informou que a família seguirá atrás de justiça por Deolane. “Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome”, concluiu a advogada.

Leia a íntegra:

Daniele se pronuncia sobre prisão de Deolane (Foto: Reprodução/Instagram)
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