Governo do RN esclarece internação de criança após suspeita envolvendo detergente de lote suspenso da Ypê

Investigação apontou causa para os sintomas apresentados pela criança

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte atualizou o caso da menina de 10 anos internada após usar um detergente de lote suspenso da Ypê, em Natal. A criança recebeu alta, e autoridades esclareceram a suspeita envolvendo o produto após investigação do quadro clínico.

Nesta terça-feira (26), a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) atualizou, ao UOL, o estado de saúde da menina de 10 anos que foi internada com suspeita de intoxicação após usar um detergente do lote contaminado da marca Ypê. Segundo o órgão, a criança recebeu alta no dia 20. A hipótese envolvendo o produto também foi descartada após a detecção de um vírus.

A causa dos sintomas foi identificada como parvovírus, conhecido como eritema infeccioso. A doença costuma provocar erupções vermelhas na pele, coceira no corpo, dor de cabeça e dores nas articulações, além de sintomas semelhantes aos da gripe, como febre baixa. Com isso, foi descartada qualquer relação entre o quadro da menina e uma possível contaminação bacteriana pelo uso do detergente.

A criança, que não teve o nome divulgado pelas autoridades, passou uma semana internada no Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal. Ela foi transferida para a unidade após procurar atendimento em uma UPA na zona norte da capital. Segundo relatos de familiares ao G1, a criança apresentava manchas avermelhadas pelo corpo, coceira e dificuldades para respirar.

Menina de 10 anos apresentou vermelhidão na pele (Foto/Reprodução/G1)

A família suspeitou de contaminação porque a menina usou um detergente da marca para lavar um corte na mão. Depois disso, ela passou a apresentar os sintomas. “Se sai uma publicação que está acontecendo uma coisa que não é normal, já foi avisado pela Anvisa que estava com uma bactéria, a minha afilhada usa dele e começa a aparecer sintomas, então dá a entender que seja do sabão“, relatou um familiar.

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Na ocasião, os médicos relataram que o quadro poderia ter sido provocado por uma bactéria e aguardavam o resultado de exames para identificar a origem do problema. A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte informou que a Vigilância Epidemiológica e a Vigilância Sanitária Municipal acompanharam o caso e, agora, confirmou que a suspeita de intoxicação foi descartada.

Suspensão da Anvisa

Em 7 de maio, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de produtos lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca Ypê com numeração final 1 nos lotes, após uma avaliação de risco sanitário. Apenas dois dias depois, a agência reverteu a decisão. No entanto, em 15 de maio, a diretoria colegiada do órgão decidiu, por unanimidade, manter a suspensão.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Foto/Anvisa)

Em nota, a Ypê afirmou que o uso dos produtos é seguro, mas informou que colabora com a agência para comprovar essa condição. A companhia também propôs a realização de novos testes em laboratório e reforçou que os produtos sem final 1 no número do lote seguem liberados para venda. Além disso, informou que os clientes podem solicitar o ressarcimento dos produtos por meio de seus canais oficiais.

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