Marjorie Estiano abriu o coração ao falar sobre a decisão de não ter filhos. Durante participação no podcast “Isso Não é Uma Sessão de Análise”, nesta segunda-feira (25), a atriz de 44 anos contou que a relação conturbada com a mãe, Marilene Dias, influenciou diretamente a sua escolha de não optar pela maternidade.
“Nunca [pensei em ter filhos]. Acho que talvez por ter esse ambiente mais bélico com a minha mãe, eu falei: ‘Não quero ter filhos, não é bom, isso não é legal, não quero ter’”, declarou.
A artista revelou que, por muitos anos, teve uma convivência delicada com a mãe e chegou a interromper o contato entre elas. Segundo Marjorie, o processo terapêutico foi fundamental para ajudá-la a compreender melhor a relação familiar e reconstruir esse vínculo.
“Depois eu fui entendendo com a minha [terapeuta], porque acho que a análise é um processo de autorreflexão e de autoconhecimento… É básico [da vida]. Você precisa se conhecer para conseguir viver em sociedade, na sua plenitude, no seu lugar potente de comunicação e entendimento”, refletiu.
Mesmo após a reconciliação, a atriz afirmou que manteve sua posição sobre a maternidade e percebeu que muitas de suas escolhas afetivas estavam ligadas a mecanismos de defesa emocional.
“Acho que o caminho que fiz foi um pouco esse da rejeição [à relação maternal]. Inclusive, rejeitava o romantismo e tudo que fosse mais amoroso e afetivo nas minhas relações. Sou uma mulher prática, objetiva: não quero ter filhos, não quero ter descendentes. Depois que fui entendendo que isso é uma defesa, porque queria e desejava muito esse lugar [romântico], mas não sabia muito como [alcançar], então, [entendi que] não é para mim”, explicou.
Discreta sobre a vida pessoal, Marjorie mantém um relacionamento desde 2022 com o médico cirurgião Marcio Maranhão. Ao falar sobre família, Marjorie também comparou as relações familiares a uma “caixa de Pandora”, destacando a complexidade emocional presente nesses vínculos.

“O núcleo familiar tem muitos vícios de infância, de outras fases e projeções que são difíceis de atualizar. O núcleo familiar, para mim, é um caixa de pandora, fico tentando entender, porque está envolta sempre em uma roupinha de uma moralidade, de amor incondicional, e acho que é o núcleo mais ‘hardcore’ que tem”, afirmou.
Ouça o podcast completo abaixo:
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