Kristen Stewart revela como foi trabalhar com Wagner Moura em filme de vampiros: ‘Pesadelo magnífico’

Atriz também explicou como eles saíram de um projeto completamente roteirizado para um processo criativo coletivo

Kristen Stewart se abriu sobre a experiência nas gravações de "Flesh of the Gods", novo longa de Panos Cosmatos, co-estrelado pelo brasileiro Wagner Moura. A atriz detalhou os bastidores e explicou como eles saíram de um projeto roteirizado para um processo criativo coletivo.

Kristen Stewart detalhou a experiência que teve durante as gravações de “Flesh of the Gods”, novo longa de Panos Cosmatos, co-estrelado pelo brasileiro Wagner Moura. Em entrevista à Vogue França, no domingo (28), a atriz classificou o período como um “pesadelo magnífico” e ainda explicou como eles saíram de um projeto completamente roteirizado para um processo criativo coletivo.

Questionada se havia algo pelo qual gostaria de passar pela primeira vez, Kristen não hesitou ao citar o trabalho com Wagner. “Isso acabou de acontecer comigo. Tive duas experiências verdadeiramente transcendentais no último mês. Estava filmando um filme com Panos Cosmatos chamado ‘Flesh of the Gods’, com Wagner Moura e Esmé Creed-Miles, que também é jurada do festival Nouvelles Vagues. Nós três atuamos juntos”, contou.

Em seguida, ela relatou as mudanças que existiram ao longo do trabalho. “Começamos com o roteiro, e então as filmagens evoluíram para uma criação completamente orgânica, em que as nossas sensibilidades se entrelaçaram. Juntos, criamos uma espécie de pesadelo magnífico”, afirmou.

A história é ambientada na cidade de Los Angeles da década de 1980, e acompanha Raoul e Alex, um casal que desce de seu luxuoso apartamento em um arranha-céu e mergulha em um mundo noturno eletrizante todas as noites.

Kristen e Wagner são as estrelas de “Flesh of the Gods”, novo longa de Panos Cosmatos (Foto: Getty)

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Para Kristen, o filme é sobre “autodescoberta”. “É sobre autodescoberta. É uma fantasia, um filme de vampiros, uma história de separação… tudo isso ao mesmo tempo. É profundamente triste, porque encara de frente o que significa estar vivo: a tristeza que isso acarreta, mas também o prazer… e a estreita conexão entre os dois. Então, de repente, tudo se transforma em uma forma de transcendência absoluta”, avaliou.

A artista ainda exemplificou como a obra a impactou. “Nunca me senti tão poderosa. Há uma cena perto do final do filme que eu talvez nunca tivesse vivenciado se não tivessem me convidado para interpretá-la. É um presente incrível poder fingir vivenciar algo e então descobrir que essa experiência acaba se tornando real para você. Você pensa: ‘Agora eu sei'”, completou.

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Stewart, que fez sua estreia como diretora de um longa-metragem com “A Cronologia da Água”, também recordou como a equipe comemorou de forma única o fim das gravações. “No final do filme, depois desse sentimento de ter ido além dos nossos limites, toda a equipe foi para uma rave em Colônia. Mas, eu não sou de frequentar baladas e na Alemanha isso faz parte da cultura. Tem muitos filmes sobre a cena eletrônica europeia, como ‘Eden’ [de Mia Hansen-Løve, lançado em 2014], que eu amo, mas nunca entendi o que representava”, admitiu.

“E lá estava eu, cercada por 35 ou 40 pessoas que se tornaram minhas melhores amigas em três meses, com um sentimento quase sagrado de amor e conexão. A música começou e eu pensei: ‘Meu Deus… Eu sou uma raver. É isso, finalmente entendi’. Aos 36 anos, dançando com a minha equipe, totalmente entregue, logo depois de sentir que tinha alcançado um grande marco. Foi extraordinário. Isso me fez querer fazer filmes para o resto da vida”, declarou Kristen.

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