Influencer diz que erro da Justiça a fez devolver filho que adotou; Aos prantos, mãe faz apelo emocionante: “É nossa única esperança!” – Assista

A influenciadora Gabi Arandela usou suas redes sociais na noite dessa quarta-feira (16), para relatar uma situação desesperadora que está vivendo. Aos prantos, a cearense explicou que precisou devolver o filho que acabara de adotar, por um erro da Justiça. Meu Deus!

Segundo o relato, a empresária entrou com um pedido de adoção ainda em 2018. Como exigido por lei, Gabi precisou fazer um curso de adoção, na Vara de Tianguá. Assim ela o fez, mas demorou muito para receber o certificado de conclusão emitido pelo Tribunal da Justiça – documento necessário para dar sequência ao processo de adoção. Por vezes, Arandela foi atrás da papelada, mas nunca conseguiu obtê-la.

“Vim fazer um desabafo. Estou revoltada! Quem me conhece, nem que seja só um pouco, sabe do sonho que sempre tive de ser mãe. Em 2018 entrei num processo de adoção, fiz um curso num fórum e não recebi meu certificado, mas não foi culpa minha! Muitas vezes fui procurar esse certificado. Recebi uma intimação dizendo que eu precisava apresentar esse documento. Fui notificada de que precisava dar continuidade no meu processo, pra poder continuar na fila de adoção”, declarou ela.

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A influencer teria sido aconselhada por funcionários que aplicavam o curso a procurar a Vara da Infância e Juventude. Apesar dos esforços, ela não conseguiu o tal certificado. Entretanto, em setembro, recebeu uma ligação dizendo que o juiz havia a escolhido, e ela poderia se tornar mãe de um bebê de apenas um mês de vida.

“Em setembro desse ano, recebi uma ligação de uma coordenadora do abrigo, dizendo que tinha um presente pra mim. Cheguei lá e era um bebê de um mês. Perguntei como tinha chegado minha vez, se faltava esse certificado do curso. Ela disse que o juiz falou que era minha vez, que a audiência de destituição já era no dia 15, não tinha nenhuma briga por essa criança”, lembrou.

Gabi com o marido e o filho, Santiago. (Foto: Reprodução/Instagram)

Mesmo sem entender como havia se dado a decisão, Gabi e seu marido adotaram Santiago. “A gente pegou a criança e sempre eu perguntava: ‘Maria, tem certeza que esse bebê é meu e eu nunca vou perdê-lo?’. No dia 15, não teve a audiência e o juiz mandou me chamar. Fui lá e ele disse que queria me pedir desculpas, e me dar duas notícias: uma boa e uma ruim. A boa era que eu voltaria para a fila de adoção para concorrer a outras crianças, e a ruim era que eu ia ter que devolver meu filho”, lamentou, em meio aos soluços.

Devastada, Arandela se mostrou resistente e disse não concordar com a decisão. Mas a palavra dela pouco valeu. “Eu disse pra ele que não aceitava e ele pediu desculpas, disse que tinha sido um erro dele, que ele não viu que estava faltando esse certificado e pediu que eu fosse conversar com a promotora, desse jeito que estou aqui, desesperada. Pedi: ‘Doutora, por favor me ajude. Se coloque no meu lugar como mãe’. Ela disse: ‘Não posso fazer nada por você. Não estou aqui como mãe, estou como promotora'”, recordou.

Ainda em seu relato, Gabi disse ter finalmente conseguido obter o certificado, mas isso não reverteu o rumo da situação. “Eu entrei com um processo pra tentar conseguir meu filho de volta. Estou com dois advogados. O juiz hoje disse que a criança ia ter que seguir a fila. Quando ele deu a sentença do meu processo, eu voltei para o final da fila, por um erro dele! Eu não tive culpa nenhuma! Tem seis casais na minha frente. Dois já disseram que não querem, mas um disse que quer meu filho. Eu estou desesperada! Eu não sei o que eu faço!”, afligiu-se.

“Infelizmente a Justiça do Brasil é assim! Covarde, triste! Entrei nessa situação por um erro da Justiça, do juiz! Isso tá me matando!”, entristeceu-se, por fim, mostrando aos seguidores o quartinho do bebê vazio. Assista:

Horas mais tarde, um pouco mais calma, a influenciadora retornou às redes para explicar a história com mais detalhes. “É o seguinte. Eu entrei em 2018 num processo de adoção, fiz o curso de adoção na Vara de Tianguá. Esse curso é emitido pelo Tribunal de Justiça, mas meu certificado não estava lá. A moça que estava lá no dia do curso, disse que eu deveria procurar meu certificado com a terceira Vara da Infância e Juventude. Fui diversas vezes lá procurar meu certificado, e eles diziam que não estavam conseguindo, que ligaram pra Fortaleza e não estava dando certo”, começou.

A jovem, em seguida, informou que também faltava uma atestado de sanidade física – documento que certifica que o candidato possui condições mentais, psicológicas e físicas para assumir o cargo parental – mas que o Juiz disse não haver necessidade.

“Faltava também um atestado de sanidade física, que o juiz daqui disse que era completamente irrelevante, porque quer dizer que uma pessoa que não tenha mãos, pés, braços ou pernas, não pode ser mãe ou pai. Ele disse que na opinião dele, isso é até um preconceito. Na minha opinião, também. Ele disse: ‘Não precisa juntar isso no processo, porque isso eu desconsidero. Não precisa de sanidade física pra adotar uma criança. Consiga seu certificado do curso que você fez e anexe no processo'”, relatou.

Gabi encerrou o vídeo fazendo um pedido aos demais pais que seguem na fila de adoção: “Vim aqui fazer um apelo aos casais que estão depois de nós na fila, que por favor, abram mão. É nossa única esperança! Se os casais desistirem, abrirem mão e disserem que não querem essa criança e vão esperar por outra, eu vou conseguir ter meu filho de volta. Por favor, eu imploro a vocês”.