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Marina Sena, a nova popstar brasileira, diz que ‘Por Supuesto’ quase não entrou em disco e afasta futuro de ‘one-hit wonder’: ‘Eu só sei fazer hit’

Em Taiobeiras, no norte de Minas Gerais, Marina Sena era a ‘doidinha’ da cidade. Na adolescência, já se via assim, mas, aos poucos, descobriu que outro termo a definiria melhor: artista. Nas últimas semanas, seu nome passou a ecoar mais forte nas plataformas, sites, redes sociais, rádios e rodas de conversa. Com o motor potente do TikTok, uma de suas canções, “Por Supuesto”, se tornou a faixa mais viralizada do mundo e entrou para o TOP 5 das músicas mais tocadas do país, no Spotify.

Em conversa com o hugogloss.com, Marina diz que o hit por pouco não entrou em seu disco de estreia, o “De Primeira”, lançado em agosto. “Ela deve ter cinco ou seis anos já. E eu sentia que por ser a mais antiga, ela era a mais imatura. Quando estava no voz e violão, a música não tinha todo esse brilho. Tanto que depois que o Iuri [Rio Branco] produziu e me mandou, eu falei ‘nossa, vamos ter que por, não tira pelo amor de Deus’. Foi a primeira música do disco que ele mandou, e que a gente ficou realmente emocionado“, relembra.

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Dona de um timbre agreste e radiofônico já bem conhecido nas bandas de Belo Horizonte, Marina Sena está pronta para voos mais altos que as montanhas de Minas (Foto: Fernando Tomaz)

A cantora pode até ter sido surpreendida pelo fenômeno avassalador, mas não estava, de fato, de calças curtas. Aos vinte e quatro anos, Marina já tem uma boa estrada. Em Montes Claros (MG), montou “A Outra Banda da Lua”, e mais tarde, integrou o grupo “Rosa Neon”, que fez baita barulho na cena belorizontina, e a ajudou a chegar a outras metrópoles e mais cantos desse Brasil. Com o disco solo, recebeu quatro indicações ao Prêmio Multishow deste ano, perdendo apenas para a superstar Anitta, agraciada com cinco.

Eu sabia que esse disco ia fazer sucesso. Porque ele tinha todos os atributos para fazer sucesso. E porque também eu acho que a construção da minha estética e da minha carreira até aqui é uma construção muito coesa. Eu subi os degraus, e o próximo era exatamente esse. Mas não basta apenas o seu trabalho ser bom. Tem que Deus abençoar, tem que ter sorte, e o povo tem que colaborar“, pondera.

Confiante, Marina sonha em levar sua música para o mundo, ser uma das expoentes do pop brasileiro lá fora, cantar com nomes como Rosalía e Alicia Keys. Mas antes disso, ela ainda tem outras coisas para fazer. O clipe de “Por Supuesto” será gravado ainda este mês. A mineira também quer trabalhar o álbum ao máximo, e levá-lo nos palcos país afora. “Quero tocar em todos os lugares, qualquer buraco, eu quero ir, porque eu quero ver as pessoas, e quero que as pessoas me vejam. Quero sentir quem são as pessoas que estão me ouvindo, e quero que elas também me sintam“, deseja.

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Álbum solo de estreia da mineira exala brasilidade e personalidade em dez faixas (Foto: Divulgação)

Se o sucesso não a assusta, o contrário também não. Sena diz não ter medo de se tornar cantora de um hit só. “O que me sustenta como artista é fazer uma coisa que eu acredito e que eu gosto muito. Eu gosto tanto que eu falo ‘eu tenho certeza que os outros vão gostar, porque eu tô gostando tanto’. Então, não me dá medo. Eu sou artista. Não me falta inspiração. Todo dia, estou inspirada. Amanhã, eu faço outro hit, sabe?! Eu sei fazer. Eu só sei fazer hit. Quando não é hit, eu já deixo de lado“, arremata.

Leia a íntegra da entrevista com Marina Sena:

HG: Você é nascida e crescida em Taiobeiras, norte de Minas, uma cidade que está a 12 horas de Belo Horizonte e a 12 horas de Salvador, dois polos culturais. Como você se encontra musicalmente, longe desses espaços?

MS: Era realmente a novela que me apresentava a música, e a rádio. Consumi tudo o que qualquer brasileiro, que tinha televisão em casa, consumiu. Mas como Taiobeiras é muito próximo da Bahia, são 40 minutos do sul da Bahia, então, culturalmente, a gente se assemelha muito à Bahia. A gente consome muito pagodão baiano. Pagodão baiano é o que há em Taiobeiras. Todo final de semana, você vai no pagode em algum lugar. A maioria dos shows era de pagodão. Só depois que eu saí de lá que fui ver outro tipo de show. Tanto que quando eu fui ser cantora, eu falei ‘eu não quero ser cantora de pagodão. Eu quero ser cantora de MPB’.

HG: O que mais você ouvia, e como essa origem influencia na sua formação artística?

MS: A gente estava afastado desses dois grandes polos. Apesar do Norte de Minas ser um polo cultural, com o Vale do Jequitinhonha, que é incrível, e com Araçuaí, que tem um teatro fortíssimo, a gente consumia mesmo, a música do Brasil. Então minha formação musical é genuinamente brasileira, é tudo o que tocava no Brasil, e o Brasil é um lugar complicado, onde é muito difícil o povo ouvir música de fora. Mas foi bom porque eu só consumi música brasileira. Aí depois que eu cresci, já adolescente, comecei a consumir música pop, Madonna, Lady Gaga, coisas que eu nem sabia que existia. Só consumia Avril Lavigne mesmo, que eu amava, e que já tocava em tudo.

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HG: Taiobeiras é um municipío do interior com pouco mais de 30 mil habitantes. Eu fiquei sabendo que você era considerada a doidinha da cidade. Como se dava isso? Quando você se percebeu artista?

MS: Eu tentei ser uma pessoa normal. Eu tentei. Eu fiz de tudo, eu usei todos os artifícios que uma pessoa normal tem que ter para conviver em sociedade. Mas realmente tinha alguma coisa na minha personalidade que era muito expressiva. Eu não conseguia mentir, tudo que eu sentia, eu falava, tudo o que eu queria fazer, eu fazia. Era realmente uma coisa que eu não conseguia controlar dentro de mim, era uma força maior. Já tentei me podar. Por algum momento, poderia até parecer que eu me misturei ali, mas em dez minutos de conversa, você ia falar ‘essa menina é meio doidinha’.

HG: Você já voltou lá?

MS: Sempre. De quatro em quatro meses, eu vou lá. Toda hora, eu vou lá.

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“O povo não entendia que eu era artista, nem eu sabia que eu era artista” (Foto: Fernando Tomaz)

HG: E mudou alguma coisa pra você na cidade desde o seu sucesso?

MS: Mudou bastante coisa. Hoje todo mundo me conhece. Antes, ninguém me conhecia. Agora, eu já não sou mais a doidinha, sou a artista. ‘Deixa ela, que ela é artista’. O povo não entendia que eu era artista, nem eu sabia que eu era artista. Esses dias, um amigo meu de lá falou: ‘quem diria que essa menininha enxerida ia ficar famosa?’.

HG: E aí, você integra “A Outra Banda da Lua”, e mais tarde, o “Rosa Neon”, que aliás eu amava, e por fim, se lança na carreira solo, com um disco muito coeso, astral e de personalidade, algo difícil para um trabalho de estreia. Você sabia que esse álbum teria esse impacto? Que renderia tanto sucesso?

MS: Eu sabia que ele ia fazer sucesso, sim. Porque ele tinha todos os atributos para fazer sucesso. E porque também eu acho que a construção da minha estética, da minha carreira até aqui é uma construção muito coesa. Eu subi os degraus. Eu saí de Taiobeiras, montei uma banda e tinha experiência de palco. Aprendi a ser artista em show. Quando o ‘Rosa Neon’ surgiu, eu já tinha experiência, de como era fazer o som chegar às pessoas. Tudo o que a gente tinha era o show, a gente demorou cinco anos pra lançar um disco. Era como se eu tivesse feito uma faculdade. Aí no ‘Rosa Neon’, fui ter essa dimensão do mercado, e aprender como funciona trabalhar com música, vender a sua música e projetar a sua música. Então, na primeira banda, eu aprendi a ser artista, e nessa, eu aprendi a como viver da sua música. Quando eu vim com o projeto solo, eu entendi que não tinha como dar errado, porque eu sabia que o próximo degrau era exatamente esse. Mas não basta apenas o seu trabalho ser bom. São vários fatores. Tem que Deus abençoar, tem que ter sorte, e o povo tem que colaborar.

HG: Por Supuesto, embalada pelo TikTok, desponta como principal hit do disco. E é justamente uma faixa que por pouco não entrou no corte final. Por qual razão?

MS: Porque é a música mais antiga que eu tenho do disco. Ela deve ter cinco ou seis anos já. E eu sentia que por ser a mais antiga, ela era a mais imatura. Eu acho que a produção dela comunica muito bem com o que está bombando na atualidade. A música é boa, o refrão é do caralho, mas a produção é que trouxe o que ela precisava. Quando estava no voz e violão, a música não tinha todo esse brilho. Tanto que depois que o Iuri [Rio Branco] produziu e me mandou, eu falei ‘nossa, vamos ter que por, não tira pelo amor de Deus’. Foi a primeira música do disco que ele mandou, e que a gente ficou realmente emocionado.

HG: Agora que ela está fazendo esse sucesso todo, quando chega o videoclipe? Já foi gravado?

MS: Vai ter sim. Vamos gravar nos próximos dias.

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HG: A canção já está no TOP 5 do Spotify, um dos maiores virais do mundo, um fenômeno que anda balançando com sua vida de forma mais depressa. Creio que a experiência esteja sendo ótima. Em algum momento, pinta medo de ser cantora de um hit só?

MS: Não, nunca tive esse medo. O reconhecimento das pessoas, o play nas plataformas, eu amo. Não tem nada melhor do que um play. Mas o que sustenta um trabalho, o que me sustenta como artista é fazer uma coisa que eu acredito e que eu gosto muito. Eu gosto tanto que eu falo ‘eu tenho certeza que os outros vão gostar, porque eu tô gostando tanto’. Então, não me dá medo. Eu sou artista. Não me falta inspiração. Todo dia, estou inspirada. Amanhã, eu faço outro hit, sabe?! Eu sei fazer. Eu só sei fazer hit. Quando não é hit, eu já deixo de lado.

HG: Na letra, você canta: ‘Eu já deitei no seu sorriso, só você não sabe’. Você é de viver amores platônicos? São canções autobiográficas, certo? É algo que te ronda?

MS: São autobiográficas. ‘Temporal’, que é a música mais intensa, que parece que a pessoa tá separando depois de dez anos de casado, ela foi para uma pessoa que nem sonha. Nós nunca nem beijamos. Nunca houve nem flerte, nada absolutamente nada. Eu me apaixonei mesmo por uma ideia. E sofri uns três dias. Mas eu faço música com isso, então pode quebrar meu coração que não reclamo.

HG: O trabalho já tem três singles: “Me Toca”; “Voltei pra Mim” e “Por Supuesto”. Teremos mais algum? Como tá seu planejamento?

MS: Se tiver dinheiro, sim. Artista independente é desse jeito. Não tem como garantir. Entrou dinheiro, a gente faz. Entrou mais, a gente faz outro trem.

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“Eu fico uns dois meses sem compor, e do nada, já escrevo três. Se demorar muito pra sair, eu nem termino a música” (Foto: Fernando Tomaz)

HG: Já trabalha em um novo disco?

MS: Eu já tenho várias músicas de um novo disco. Tem um mês que não faço música, mas é que agora eu tô mais burocrática. Tem várias planilhas abertas aqui no meu computador, algo que nunca fiz na vida. Fica mais difícil de compor, mas eu sempre acho um tempinho. Em 15 minutinhos, dá pra escrever uma música, facinho.

HG: Sério mesmo?! Dessas do disco, qual saiu nesse tempo?

MS: É facinho. Eu fiz “Pelejei” em 15 minutos. “Por Supuesto”, eu lembro exatamente do dia, e também foi rápido. É porque você fica um tempo sem fazer, mas na hora que você vai compor parece que todas as palavras já estão na sua cabeça. Cada um tem uma dinâmica. Eu fico uns dois meses sem compor, e do nada, já escrevo três. Se demorar muito pra sair, eu nem termino a música.

HG: Eu vi você interagindo com a Gloria Groove nos últimos dias no Twitter, combinando um feat. É euforia de rede social ou vocês já passaram para as DMs?

MS: Eu e Daniel, eu e Gloria somos amigos, então é uma coisa que a gente já está ali flertando. A gente está se tornando amigo, se vendo, se encontrando, trocando ideia. Mas é uma coisa que eu quero muito. Eu quero muito. É o artista mais completo do Brasil. Ele faz tudo, canta demais, compõe pra caralho, tem o melhor flow, é gostoso, simpático e faz a própria maquiagem. Eu acho também que para ser uma coisa que vale a pena para mim e para ele, eu tenho que trabalhar um pouco mais a minha carreira, e chegar no ponto de fazer um feat com Gloria Groove. Não posso desperdiçar. Tem que ser na hora certa, no momento certo, e não acho que é agora. Quem sabe no meio do ano que vem?!

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HG: E com qual outra pessoa você quer gravar?

MS: Eu queria muito fazer um feat com Liniker. Pode ser internacional também?

HG: Óbvio.

MS: Eu queria fazer com Rosalía, Nathy Peluso, e Alicia Keys. Eu sonho alto, viu?! Falou que é pra sonhar, vou lá em cima!

HG: Também no Twitter, você vibrou ao ver que a Maisa conhecia suas canções. Que outro momento te fez sentir assim ou pensar “caramba, acho que tá dando certo. Acho que estou ficando famosa”.

MS: Quando eu recebi quatro indicações ao Prêmio Multishow. Eu fiquei lá inclusive na página do Hugo Gloss. Estava lá: Anitta, Luísa Sonza, Marina Sena e Luan Santana lideram as indicações ao Prêmio Multishow. Eu falei: ‘gente, meu Deus do céu!’. Isso foi bem impactante para mim.

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“Eu chegava em casa chorando, várias vezes eu chorei: ‘Mãe, não tem jeito de ganhar dinheiro com isso” (Foto: Fernando Tomaz)

HG: Suas canções são de fácil assimilação, têm refrões chiclete, sonoridade marcante, videoclipes coloridos e dançantes. São pop. Mas não soam parecido com o pop produzido maciçamente no Brasil. O que você acha do pop brasileiro?

MS: Eu acho que o pop brasileiro é uma coisa difícil de definir porque tem tanta coisa que é pop no Brasil, como o funk, o trap, a pisadinha. Então, você fica se perguntando o que é o nosso pop. Acho que agora é que conseguimos diferenciar um pouco o gênero pop. Eu acho que tem muita coisa que é feita só pra bombar, com uma matemática ali só pra bombar, que não tem alma no negócio, só negócio. Mas tem muita gente que faz pop porque a essência da pessoa é pop, que considero o meu caso. Como eu tive essa criação de rádio, eu escutei só o que tinha de mais pop no Brasil. Eu peguei todas essas referências de pop. Djavan, pra mim, é pop. Ele é o Michael Jackson brasileiro, o maior hitmaker do país. Alceu Valença é pop, e Natiruts também. Isso que eu acho que é o pop do Brasil. E quanto mais a gente incorporar essa essência do cancioneiro brasileiro e trazer isso pra tecnologia, é o que pode ser mais genuíno.

HG: Em “Pelejei”, você não deu muito ouvidos para os conselhos da sua mãe. E agora, você tem seguido mais? Qual o mais importante ou mais frequente?

MS: Eu sigo muitos conselhos da minha mãe, mas ela não é de dar conselho à toa. Só quando eu vou lá e digo que tô desesperada, mas até chegar nesse ponto, demora. O conselho mais frequente foi quando eu chorava pra ela porque eu trabalhava, trabalhava, e não ganhava dinheiro. Porque quando você começa na carreira, você não ganha dinheiro, você não ganha nada. Só gasta. Eu chegava chorando, várias vezes eu chorei: ‘Mãe, não tem jeito de ganhar dinheiro com isso”. E ela falava: “Calma, minha filha. Você tem que ter paciência. Como toda empresa, primeiro você investe e depois você lucra. Tenha calma'”.

HG: E você se apaixonou pelo produtor do disco?

MS: Foi. Estamos juntos. A gente namora. Eu já falo logo que é meu esposo, meu marido. E realmente, a energia que tem no disco, é a energia que a gente tem mesmo. Nossa relação é tudo de bom.

HG: Você é a próxima popstar brasileira. O que pensa disso?

MS: O que eu penso disso é que é uma grande responsabilidade porque você tem que entregar muito, porque o público do Brasil que consome pop é um público exigente. É um público que consome pop de fora, dos Estados Unidos, então você precisa chegar chegando. Eu só posso entregar o melhor do que eu entreguei antes. E eu amo isso porque o que me faz viver é isso: ser melhor do que eu fui. É isso que me deixa viva, e me faz ser artista.

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“O que me faz viver é isso: ser melhor do que eu fui. É isso que me deixa viva, e me faz ser artista” (Foto: Fernando Tomaz)

HG: Qual seu próximo passo?

MS: Eu quero trabalhar esse disco o máximo que der. Tudo o que der para tirar dele, eu quero tirar e quanto mais pessoas eu conseguir fazer ouvi-lo. Quero tocar no mundo inteiro, quero tocar em todos os lugares, qualquer buraco, eu quero ir, porque eu quero ver as pessoas, e quero que as pessoas me vejam. Quero que a gente sinta empatia um pelo outro. Quero sentir quem são as pessoas que estão me ouvindo, e quero que elas também me sintam. Quero lançar muita coisa. Já tem muita coisa pronta. Mas isso é pra quando eu sentir que é o momento. Eu vou sentir até onde esse disco vai. E aí quando for o limite dele, eu chego com outra coisa.

HG: E seu sonho?

MS: Meu sonho é ser uma das representantes da música pop brasileira para o mundo. Quero fazer com que nossa música chegue no resto do mundo. Se eu não conseguir, tudo bem. Mas quero tentar pelo menos fazer esse movimento. É um bom sonho.