Taylor Swift relembra momento intenso quando sua mãe descobriu tumor no cérebro e revela detalhe feminista sutil em novo documentário

Quem acompanha a carreira de Taylor Swift, sabe o quanto a cantora é próxima da mãe, Andrea. Os fãs que ouviram “Soon You’ll Get Better”, uma das canções mais emotivas de “Lover”, também sabem que a mama Swift está enfrentando um grave problema de saúde.

O que ninguém sabia, entretanto, era com o que exatamente Andrea estava lidando. Em uma nova entrevista para a “Variety”, da qual é capa deste mês, Taylor desabafou sobre a doença da mãe e revelou a triste notícia de que médicos descobriram um tumor no cérebro dela.

O momento da descoberta não poderia ser mais intenso: foi durante a quimioterapia que a mãe estava enfrentando pela segunda vez por conta da reincidência de seu câncer de mama. “Ela estava passando pela quimioterapia, e é uma coisa já bem difícil para uma pessoa enfrentar [mas ficou pior], relembrou a diva.

“Enquanto ela estava passando pelo tratamento, eles encontraram um tumor no cérebro. E os sintomas que uma pessoa enfrenta quando tem tumor no cérebro não são parecidos com nada que nós enfrentamos com o câncer dela antes. Então tem sido um momento muito difícil para nós como família”, lamentou a cantora na entrevista.

Taylor sempre foi muito próxima da mãe, Andrea (Foto: Getty)

“Todo mundo ama sua mãe, todo mundo sabe a importância dela na vida. Mas para mim, ela realmente é minha força motriz. Quase toda decisão que eu tomo eu falo com ela primeiro. Então obviamente foi muito intenso para mim falar sobre sua doença”, acrescentou Swift sobre o momento exibido em seu novo documentário, “Miss Americana”, que chega à Netflix no próximo dia 31.

De acordo com Taylor, a doença da mãe foi um dos motivos para ela decidir fazer apenas quatro apresentações do novo álbum nos Estados Unidos e outros poucos festivais e shows ao redor do mundo. “Sim, é isso. Essa é a razão. Quer dizer, nós não sabemos o que vai acontecer. Nós não sabemos qual tratamento vamos escolher. Era apenas a decisão a se fazer naquele momento, pelo que está acontecendo”, afirmou.

“Eu quero poder me apresentar em lugares em que eu não me apresentei tanto e fazer coisas que eu não fiz antes como o Glastonbury. Eu sinto que eu não faço festivais desde muito tempo atrás na minha carreira – eles são divertidos e deixam as pessoas unidas de um jeito muito legal. Mas eu também queria poder trabalhar o máximo que consigo lidar no momento, com tudo que está acontecendo em casa. E queria arranjar um jeito em que eu poderia fazer ambos”, completou ela.

Miss Americana vai ter um tom polícito, de acordo com a Variety (Foto: Divulgação/Netflix)

Descrito pela “Variety” como um “retrato do nascimento de uma ativista”, o documentário ainda deve mostrar momentos como a não indicação de “Reputation” no Grammy de 2018 e a decisão da cantora em finalmente se posicionar publicamente sobre política – mesmo contra a vontade de seu pai e sua equipe, por conta de sua segurança.

“Eu preciso estar do lado certo da história. Pai, você precisa me perdoar por isso, mas eu vou fazer”, diz Swift em um determinado ponto da produção, antes de postar um posicionamento contra a senadora Marsha Blackburn, que tinha políticas machistas e homofóbicas.

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I’m writing this post about the upcoming midterm elections on November 6th, in which I’ll be voting in the state of Tennessee. In the past I’ve been reluctant to publicly voice my political opinions, but due to several events in my life and in the world in the past two years, I feel very differently about that now. I always have and always will cast my vote based on which candidate will protect and fight for the human rights I believe we all deserve in this country. I believe in the fight for LGBTQ rights, and that any form of discrimination based on sexual orientation or gender is WRONG. I believe that the systemic racism we still see in this country towards people of color is terrifying, sickening and prevalent. I cannot vote for someone who will not be willing to fight for dignity for ALL Americans, no matter their skin color, gender or who they love. Running for Senate in the state of Tennessee is a woman named Marsha Blackburn. As much as I have in the past and would like to continue voting for women in office, I cannot support Marsha Blackburn. Her voting record in Congress appalls and terrifies me. She voted against equal pay for women. She voted against the Reauthorization of the Violence Against Women Act, which attempts to protect women from domestic violence, stalking, and date rape. She believes businesses have a right to refuse service to gay couples. She also believes they should not have the right to marry. These are not MY Tennessee values. I will be voting for Phil Bredesen for Senate and Jim Cooper for House of Representatives. Please, please educate yourself on the candidates running in your state and vote based on who most closely represents your values. For a lot of us, we may never find a candidate or party with whom we agree 100% on every issue, but we have to vote anyway. So many intelligent, thoughtful, self-possessed people have turned 18 in the past two years and now have the right and privilege to make their vote count. But first you need to register, which is quick and easy to do. October 9th is the LAST DAY to register to vote in the state of TN. Go to vote.org and you can find all the info. Happy Voting! 🗳😃🌈

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Apesar do tom político, a diretora do documentário, Lana Wilson, revelou que ela e Taylor queriam que, caso houvesse uma mensagem feminista na produção, ela surgisse naturalmente. Entretanto, um detalhe – que pode passar despercebido nas telinhas – foi claro desde o começo no set: a equipe inteira era composta por mulheres.

“Ou quase inteira. Eu vou dizer que nós tivemos assistentes de produção masculinos, porque eu gosto de tentar mostrar para as pessoas que os homens podem pegar café para as mulheres”, disse a diretora, dando risada. Poderosa!

Outra revelação da entrevista é que temos música nova a caminho! Durante o documentário, Taylor é flagrada compondo uma canção para os millenials que podem ter saído desiludidos de todo o processo político recente. É possível ouvir uma demo da música inédita, “Only the Young”, antes dela tocar inteira nos créditos finais. Além disso, a canção vai ser lançada digitalmente no mesmo dia que a produção.

A letra poderosa diz: “Você fez tudo que podia fazer / O jogo estava fraudado, a referência foi enganada / Os errados acham que estão certos / Nós fomos superados – desta vez” (“You did all that you could do / The game was rigged, the ref got tricked/ The wrong ones think they’re right / We were outnumbered — this time”, em inglês).

“Miss Americana” estreia dia 31 de janeiro na Netflix! Já estamos contando os dias aqui!