Taylor Swift revela momento chocante que a fez apoiar comunidade LGBTQ+ em novo clipe, e condição maravilhosa de Katy Perry para participar; Diva desabafa sobre ‘cancelamento’ que sofreu após treta com Kanye e Kim

Taylor Swift conseguiu uma honra e tanto: ela está na capa de setembro da Vogue norte-americana, a edição mais importante da revista no ano. E, para compensar, a fada deu uma entrevista à altura da posição, abrindo-se sobre vários assuntos, desde como se sentiu após ter sido “cancelada” no Twitter, em 2016, até à recente reconciliação com Katy Perry.

Para a publicação, a cantora relembrou como foi seu pedido para a nova amiga participar do clipe de “You Need To Calm Down” e disse que Katy apresentou uma condição para isso acontecer. “Ela me escreveu de volta dizendo: ‘Isso me deixa tão emotiva. Eu topo, com certeza. Eu quero que nós sejamos um exemplo disso. Mas vamos passar um tempo juntas. Porque eu quero que isso seja real’. Então ela veio pra minha casa e nós conversamos por horas”, revelou Tay. Na época, Katy até postou fotos dos biscoitos de paz que a voz de “ME!” deu para ela, lembram?

Na conversa em sua casa, a loira revelou que elas analisaram como a briga surgiu, em primeiro lugar. “Nós decidimos essa metáfora para o que acontece na mídia. Eles escolhem duas pessoas e parece que ficam jogando gasolina em todo o chão. Tudo o que precisa acontecer é um movimento em falso, uma palavra falsa ou um mal-entendido, aí o fósforo é acendido e cai no chão. É o que aconteceu com a gente. Foi tipo: ‘Quem é melhor? Katy ou Taylor? Katy ou Taylor? Katy ou Taylor? Katy ou Taylor?’ A tensão é tão alta que se torna impossível para você não achar que a outra pessoa tem algo contra você”, explicou ela.

O clipe do segundo single de “Lover”, sétimo álbum de estúdio da cantora, não só contou com Perry, como também com vários famosos da comunidade LGBTQ+. A diva contou para a Vogue o que a fez reforçar seu apoio tão publicamente. “Talvez um ou dois anos atrás, eu e o Todrick (Hall) estávamos no carro e ele me perguntou: ‘O que você faria se seu filho fosse gay?’. O fato dele precisar me perguntar me chocou e me fez perceber que eu não tinha deixado minha posição clara ou alta suficiente. ‘Se meu filho fosse gay, ele seria gay. Eu não entendi a pergunta.’ Se ele estava pensando isso, eu não consigo imaginar o que meus fãs na comunidade LGBT poderiam estar pensando. Foi meio devastador perceber que eu não tinha sido clara publicamente sobre isso”, lamentou.

Ela ainda reafirmou: “Direitos estão sendo tirados de basicamente todo mundo que não é um homem branco, hétero e cisgênero. Eu não tinha percebido até recentemente que eu podia defender uma comunidade da qual eu não faço parte. É difícil saber como fazer isso sem ficar com medo de cometer um erro que te paralise. Porque meus erros são bem altos. Quanto eu cometo um erro, ele ecoa pelos cânions do mundo.”

E Taylor quem o diga! Em 2016, a briga entre ela, Kanye West e Kim Kardashian tomou proporções bem maiores do que ela esperava e deixou as hashtags #TaylorSwiftIsASnake (Taylor Swift é uma cobra) e #TaylorSwiftIsCancelled (Taylor Swift está cancelada) nos trending topics do Twitter por dias. Na entrevista, a diva relembrou como foi difícil enfrentar aquela época. “Uma vergonha pública gigante, com milhões de pessoas dizendo que você está ‘cancelada’ é uma experiência de isolamento. Eu não acho que existem tantas pessoas que conseguem entender como é ter milhões de pessoas te odiando tão diretamente. Quando você diz que alguém está cancelado, não é uma série de TV. É um ser humano. Você está mandando quantidades absurdas de mensagens para uma pessoa calar a boca, desaparecer ou até se matar”, desabafou Tay.

Ela explicou que foi daí que surgiu a ideia de lançar o ‘Reputation’, seu sexto álbum, cuja maioria das músicas eram focadas no período. “Eu percebi que eu precisava reestruturar a minha vida porque parecia que ela havia saído totalmente do controle. Eu sabia imediatamente que eu precisava fazer música sobre isso porque eu sabia que era o único jeito de eu sobreviver. Era o único jeito de eu preservar minha saúde mental e também contar a história de como era passar por algo tão humilhante”, relembrou.

Ela continuou: “Quando você está passando por uma perda, constrangimento ou vergonha, é um processo de luta com muitas micro emoções por dia. Uma das razões pela qual eu não fiz entrevistas para ‘Reputation’ foi porque eu não conseguia entender o que eu sentia de hora em hora. Às vezes era: ‘Todas essas coisas me ensinaram algo que eu não aprenderia de um modo que não doesse tanto’. Cinco minutos depois, eu pensava: ‘Isso é horrível! Por que isso teve que acontecer? O que eu devo aprender disso além de ondas de humilhação? E aí, cinco minutos depois, era: ‘Acho que estou mais feliz do que já estive na vida’.”

Felizmente, o período dark da vida dela ficou para trás e Taylor voltou toda colorida e amorosa para a próxima era. “Eu estava juntando ideias por muito tempo. Quando eu comecei a escrever eu não conseguia parar”, revelou a cantora. Esse é o álbum mais longo de sua carreira, com 18 canções, e ela disse que pode ser seu favorito também. “Há tantos modos em que esse álbum se parece como um novo começo. Esse álbum é realmente uma carta de amor ao amor, em toda sua louca, apaixonada, animada, encantadora, horrível, trágica e maravilhosa glória”, declarou.

Como se não bastasse, ainda tivemos a revelação de duas novas músicas que estarão no disco além de “ME!”, “You Need To Calm Down” e “The Archer”. “Lover”, a faixa-título foi co-produzida por Jack Antonoff, que já trabalhou com a musa antes, e é descrita como bem romântica. “Essa música tem uma das minhas ‘pontes’ favoritas. Eu amo uma ‘ponte’ e eu realmente fui capaz de ir para a ‘Cidade das Pontes'”, explicou Taylor. A letra diz: “Meu coração foi emprestado e o seu tem sido azul. Tudo está bem quando acaba bem para acabar com você.” Ownnn!

Outra faixa inédita se chama “The Man”, que Swift escreveu para representar como ela seria vista se fosse um homem. “Ela brinca com a ideia de percepção. É um experimento do tipo: ‘Se eu tivesse feito as mesmas escolhas, os mesmos erros, tido os mesmos ganhos, como isso seria visto'”, questionou. Na letra, ela canta: “Eu seria um líder destemido. Eu seria um tipo alfa. Quando todo mundo acredita em você: Como se sente?”. Bem poderosa!

Para combinar com o tom da faixa, Taylor contou que demorou para ver o machismo na indústria da música porque, no começo, era vista como criança. “Eu penso muito sobre isso. Quando eu era adolescente ouvia as pessoas falando sobre sexismo na indústria musical e ficava, tipo, ‘Eu não vejo isso. Eu não entendo’, mas depois percebi que era porque eu era uma criança. Os homens na indústria me viam como criança. Eu era uma jovem alta, magrela e muito animada que os lembrava mais de suas sobrinhas ou filhas do que uma empresária ou colega de sucesso. No segundo que eu me tornei uma mulher na percepção das pessoas eu comecei a notar isso”, afirmou a cantora.

Ela seguiu, comparando a sua versão “criança” e “adulta”. “É ok infantilizar o sucesso de uma garota e dizer ‘O quão fofo é ela ter algumas músicas hit? O quão fofo é ela compor músicas?’… Mas assim que eu comecei a tocar em estádios – e a parecer uma mulher – isso não era mais legal. Foi quando eu comecei a ter músicas do ‘Red’ que cresceram, como ‘I Knew You Were Trouble’ e ‘We Are Never Ever Getting Back Together'”, relembrou, indignada.

“Eu queria dizer para as pessoas: ‘Vocês percebem que compor músicas é um trabalho e uma arte e não uma coisa fácil de se fazer? Ou de se fazer bem?’ As pessoas agiam como se fosse uma arma que eu estava usando. Como um truque baixo. ‘Fique atento, cara, porque ela vai escrever uma música sobre você. Não fique perto dela’. Primeiro de tudo, não é assim que isso funciona. Segundo, me diga um momento em que disseram isso sobre um artista masculino: ‘Tome cuidado, menina, ele vai usar essa experiência com você como – Deus perdoe – inspiração para fazer arte”, concluiu Taylor.