Katy Perry recorre e vira o jogo em processo milionário de acusação de plágio em ‘Dark Horse’; Entenda nova decisão da justiça

A história que parecia ter chegado ao fim ganhou uma nova reviravolta! De acordo com a revista “Variety”, nessa terça-feira (17), uma juíza federal aceitou o recurso de Katy Perry e anulou o veredito de que um dos maiores hits da carreira da diva, “Dark Horse”, teria plagiado a canção “Joyful Noise”, do rapper cristão Flame.

A juíza Christina A. Snyder emitiu um comunicado cancelando o veredito do júri de que a cantora, o produtor e co-compositor Dr. Luke, seus colaboradores e a Capitol Records teriam que pagar 2,78 milhões de dólares por danos ao rapper. Segundo a profissional do Direito, a curta frase musical em questão não é original o suficiente para garantir proteção de direitos autorais.

Em julho do ano passado, o júri havia determinado que “Dark Horse” incluía um ‘ostinato’ de oito notas que teria sido roubado de “Joyful Noise”. Snyder, entretanto, alegou que o veredito não foi apoiado pelo peso da evidência no caso. “É indiscutível, neste caso, que os elementos de assinatura do ostinato de oito notas em ‘Joyful Noise’… não são uma combinação particularmente única ou rara”, declarou ela.

“Uma combinação relativamente comum de oito notas de elementos desprotegidos que é tocada em um timbre comum a um gênero específico de música não pode ser tão original que justifique a proteção de direitos autorais”, completou. Christina teria levado em conta o testemunho especialista do musicólogo Todd Decker para a decisão.

Em resposta, a advogada de defesa comemorou o novo resultado. “Em uma decisão bem fundamentada e metódica, o tribunal anulou adequadamente o veredicto do júri, constatando que ‘Dark Horse’ não viola o ‘Joyful Noise’ ‘por uma questão de lei. Essa é uma vitória importante para os criadores de música e para a indústria da música, reconhecendo que os blocos de construção da música não podem ser monopolizados. Os criadores de ‘Dark Horse’ continuam justificados”, disse Christine Lepera.

Flame, cujo nome verdadeiro é Marcus Gray, ainda pode abrir recurso pela decisão de Snyder a “Corte de Apelos dos Estados Unidos para o 9º Circuito”.

Relembre o caso

A batalha judicial em questão foi iniciada em julho de 2014 quando o rapper cristão apontou que o sucesso de 2013 de Katy seria uma completa cópia de “Joyful Noise” — canção que foi, inclusive, indicada ao Grammy. A música de Flame foi compartilhada pela primeira vez no YouTube em 2008, e desde então, acumulou milhões de visualizações.

Ele afirmava que Katy havia copiado o beat da faixa e que isso destruiu sua reputação em círculos de música cristã, porque ele passou a ser associado a “bruxaria e imagens anti-cristãs” que a diva teria inserido em seu videoclipe para “Dark Horse”.

Em sua versão, a cantora negou veementemente, dizendo não haver nenhuma similaridade realmente importante entre os dois singles. À corte, ela argumentou também que, apesar de seu passado com a música cristã, realmente não sabia da existência da canção de Flame. A justificativa da estrela foi de que, nesse período, ela ouvia principalmente músicas “seculares”, ou “mundanas”.