Após ter sido feita refém, repórter Marina Araújo fala sobre invasão da TV Globo e revela como tentou acalmar homem armado; confira!

Nesta quarta-feira (11), a repórter Marina Araújo passou por um susto e tanto na sede da TV Globo. A jornalista foi feita refém por um invasor, que estava armado com uma faca, e à procura de Renata Vasconcellos. Após o desfecho da história e a prisão do homem, Marina falou sobre o assunto pela primeira vez.

No seu perfil no Instagram, a repórter deu detalhes de como foi sua reação ao sequestro – inclusive, o que fez para tentar contribuir na situação. “Me vi em uma situação limite, incontrolável, mas tentei manter a calma. Tive fé. Falei o que podia pra acalmar os ânimos. Contei histórias e deu certo”, citou a jornalista.

Marina Araújo foi feita refém por um invasor na TV Globo. (Foto: Reprodução/Instagram)

Araújo também agradeceu aos policiais e à colega, âncora do “Jornal Nacional”, por terem garantido a sua segurança. “Agradeço imensamente pelas mensagens de solidariedade e carinho, depois do episódio de hoje… Agradeço ao coronel Heitor e à Renata… E todos que ficaram do meu lado até eu vir pra casa, hoje”, acrescentou. Confira a publicação:

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Em resposta, diversos seguidores a elogiaram por sua coragem e serenidade. “Você foi corajosa demais! Parabéns!”, elogiou um perfil. Outro usuária no Instagram deixou seu recado: “Amiga querida, muita luz e amor para você. Você foi incrível. Graças a Deus terminou tudo bem”. No geral, todos comemoraram o final da história. “Que bom que está tudo bem, Marina. Parabéns à Polícia Militar, à Renata Vasconcellos e a você”, reagiu uma conta. Dá uma olhada:

Pelos comentários, vários seguidores elogiaram a coragem de Marina Araújo durante o sequestro. (Fotos: Reprodução/Instagram)

Relembre o caso

Na tarde de ontem (10), um homem invadiu os estúdios da TV Globo, no Rio de Janeiro, e fez a repórter Marina Araújo refém. De acordo com um comunicado da emissora, o sujeito – identificado pela revista Veja como Thomas Rainer, de 30 anos – portava uma faca e estava à procura de Renata Vasconcellos, âncora do “Jornal Nacional”.

“A segurança da Globo rapidamente agiu, isolou o local e chamou a PM. O comandante do 23° batalhão da corporação, coronel Heitor Henrique Pereira, compareceu à emissora e conduziu a negociação”, disse a nota. A coluna de Leo Dias conseguiu imagens do circuito interno de segurança, que mostram o momento em que a repórter é feita refém na sede da emissora. Assista:

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Segundo a nota, Renata Vasconcellos foi chamada ao local para contribuir com as negociações. “Seguindo instruções do comandante Heitor, Renata compareceu ao local onde estava Marina e o invasor. Tão logo ele a viu, largou a faca e libertou Marina. Foi preso imediatamente”, continuou o texto. Mediante negociações, o homem, ainda não identificado, se entregou aos policiais. Assista aos momentos das negociações:

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Sobre a atitude do invasor, a Globo manifestou seu repúdio e esclareceu: “A Globo repudia com veemência todo tipo de violência. Foi obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política”. A emissora ainda elogiou a postura das jornalistas. “Marina se comportou com coragem, serenidade e firmeza, sendo fundamental para o desfecho da situação. Renata foi corajosa, desprendida, solidária e absolutamente imprescindível para que tudo acabasse bem”, concluiu.

Marina Araújo foi feita refém com uma faca, após a invasão da TV Globo. (Fotos: Reprodução/Metrópoles/Leo Dias)

Confira o comunicado na íntegra abaixo:

“Na tarde desta quarta-feira, um homem invadiu a sede da TV Globo, no Jardim Botânico, portando uma faca. Ele fez a repórter Marina Araújo refém. A segurança da Globo rapidamente agiu, isolou o local e chamou a PM. O comandante do 23° batalhão da corporação, coronel Heitor Henrique Pereira, compareceu à emissora e conduziu a negociação. O homem, que ameaçava a jornalista, liberou a repórter após alguns minutos. Marina e todos os funcionários que estavam no local não se feriram e passam bem”.

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“A Globo repudia com veemência todo tipo de violência. Foi obra de alguém com distúrbios mentais, sem nenhuma conotação política. Um homem que exigia ver a jornalista Renata Vasconcellos. Seguindo instruções do comandante Heitor, Renata compareceu ao local onde estava Marina e o invasor. Tão logo ele a viu, largou a faca e libertou Marina. Foi preso imediatamente”.

“A TV Globo agradece à PM, ao coronel Heitor e a todos os policiais, cuja condução foi exemplar. Marina se comportou com coragem, serenidade e firmeza, sendo fundamental para o desfecho da situação. Renata foi corajosa, desprendida, solidária e absolutamente imprescindível para que tudo acabasse bem. As duas profissionais estão bem. E foram recebidas pelos colegas com carinho e emoção”.